Niterói realiza ato público em defesa da Venezuela
- Da Redação
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Um ato público em solidariedade à Venezuela e de condenação aos EUA pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores reuniu cerca de 300 pessoas na saída das barcas nesta terça-feira na Praça Araribóia, no final da tarde, na hora de maior movimento, convocado por jovens ligados a diferentes partidos políticos e entidades estudantis.
Oradores se revezaram em discursos condenando a intervenção militar na Venezuela, fazendo coro com manifestações que estão ocorrendo no mundo inteiro contra os atos de pirataria e violência ordenados por Donald Trump. Entre os principais organizadores do ato estiveram jovens ligados ao PCB, PC do B, PDT, PT, PSOL e entidades como a Associação Brasileira de Imprensa, o DCE da UFF, o movimento Reinventar da UNE, o SINTUFF, o Comitê de Solidariedade à Palestina, o Núcleo Fernando Paulino o PT e o Movimento Nacional de Luta pela Moradia.
O ato conjunto e pluripartidário reuniu mais de 10 entidades, além de jovens filiados aos partidos políticos que na ocasião também panfletarem aos passageiros que saiam das barcas no horário do rush, com o panfleto “Niterói solidária à Venezuela” que, entre outros pontos, afirma que “a invasão dos EUA à Venezuela marca uma nova era do imperialismo porque Donald Trump rasgou as leis internacionais e as de seu próprio país com o objetivo de se apropriar, com uso da força, a maior reserva de petróleo do mundo”.
O texto destacou também que com o ato dos EUA, “prevalece a lei do mais forte, caminho já aprontado pelo governo de Israel” com o genocídio em Gaza “e esse projeto de redivisão do mundo com as áreas de influência dominadas como colônias para exploração de recursos naturais em tempos de colapso diplomático”.
No último parágrafo, o texto diz ainda que ‘nenhuma nação está livre neste momento da sanha imperialista de Trump, mesmo nos EUA, onde imigrantes são caçados, presos e deportados pelo ICE, espécie de polícia da época do nazismo”. Explica ainda que é fundamental as esquerdas se unirem no momento em que Trump manifesta seu interesse em explorar as terras raras do Brasil e ocupar a ilha de Fernando de Noronha. Antes, alertaram que “Trump também ameaça a Colômbia e o México com o falso argumento de combate ao narcoterrorismo”.






