No centenário de Fidel, Cuba pede unidade anti-imperialista global
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Em um evento realizado nesta quinta-feira (13), em Havana - com a presença do General de Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana -, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou a relevância duradoura do pensamento anti-imperialista do Comandante-em-Chefe Fidel Castro. Ao marcar o centenário de nascimento de Castro, Díaz-Canel destacou que seu legado pertence a todos aqueles que lutam contra a injustiça ao redor do mundo.
Díaz-Canel definiu ser *fidelista* como uma postura de resistência e luta constante contra a hegemonia e a ganância do império. Ele conclamou à coordenação e à unificação de todas as forças progressistas, emancipatórias e socialistas em nível mundial — "sem medo das palavras, pois é isso que os inimigos do povo pretendem, buscando nos paralisar em um momento em que a mobilização equivale à salvação".
O chefe de Estado alertou para o ressurgimento do fascismo e para as campanhas de desinformação destinadas a impor o capitalismo ao Sul Global, a desmantelar a memória histórica e a justificar atos de agressão que violam o direito internacional — como o genocídio na Faixa de Gaza, os ataques ao Irã e o bloqueio energético imposto a Cuba.
Ao discutir detalhes do primeiro colóquio internacional dedicado ao centenário do Comandante-em-Chefe, o líder destacou a participação de mais de 1.500 delegados de 63 países — incluindo 500 representantes cubanos — e elogiou o Centro Fidel Castro e o Departamento Ideológico do Comitê Central do Partido pela organização do evento em meio às severas restrições decorrentes do bloqueio dos EUA.
Ele também incumbiu os organizadores de divulgar os trabalhos apresentados e de abordar as questões levantadas pelos participantes, especialmente os jovens.
Em sua fala, recordou a reflexão publicada pelo líder histórico em 13 de agosto de 2016 e ressaltou a devoção de toda a vida de Fidel — desde a infância na fazenda da família — à natureza, à ciência e à história da nação, bem como sua vigilância constante em relação ao poder dos EUA.
O presidente cubano enfatizou que a chave para enfrentar o bloqueio intensificado e o genocídio imperialista reside na preservação de três pilares fundamentais: a independência nacional, a Revolução e os valores e conquistas do socialismo. Essa abordagem baseia-se na premissa articulada pelo General de Exército Raúl Castro Ruz sobre a capacidade humana de triunfar sobre as circunstâncias mais difíceis, desde que não se abandonem os próprios princípios.
O líder ressaltou que o espírito de Fidel Castro se reflete no trabalho diário dos profissionais de saúde, educadores, trabalhadores e membros das Forças Armadas que sustentam o país apesar da escassez de recursos, afirmando que as gerações futuras não o verão como um indivíduo isolado, mas sim como a personificação da resistência invencível de todo o seu povo.
Por fim, o evento incluiu um momento emocionante que relembrou as experiências de Fidel como jovem explorador em contato com as montanhas e os rios, encerrando-se com uma apresentação voltada para as crianças da organização dos Pioneiros.
O dia 13 de agosto marca o centenário de nascimento de Fidel Castro — figura central da política internacional e líder histórico da Revolução Cubana —, nascido em Birán, em 1926, e falecido aos 90 anos, em 25 de novembro de 2016, em Havana.
Reconhecido como líder supremo, Castro deixou um legado de pensamento fundamental para a luta de classes, a soberania da América Latina e do Caribe e a dignidade dos povos; tal legado caracterizou-se por um chamado constante ao enfrentamento da interferência contínua dos governos dos Estados Unidos.
Ele descrevia Washington, de forma consistente, como um "império" e um inimigo histórico da região, alertando para a ambição dos EUA de controlar a área sob a lógica de seu "quintal".
Quase uma década após sua morte, sua postura anti-imperialista, sua doutrina revolucionária e as batalhas pela preservação da independência cubana e de seu modelo sociopolítico permanecem relevantes. Essas lutas e princípios ganham novo fôlego em um cenário regional marcado pelo ressurgimento da extrema-direita e do fascismo — contexto no qual Washington busca impor a lei do mais forte, o poder das armas e a ameaça da violência em detrimento da diplomacia, da igualdade e das relações de boa vizinhança.
Da Telesur









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