No ritmo atual de vacina, Brasil só chegará no ideal em 2024


Primeiras imunizações no Rio, aos pés do Cristo Redentor, em 18 de janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Brasil só conseguirá imunizar 70% de sua população contra a Covid-19 em 2024 caso mantenha o ritmo atual de vacinação. A informação foi publicada neste domingo (7) pelo jornal O Globo.

Atingir 70% da população vacinada é o patamar considerado essencial por especialistas para que se possa voltar a viver o "velho normal", sem a necessidade de máscaras e medidas de isolamento. Até o momento, o Brasil imunizou 3,4 milhões de pessoas – o que corresponde a 1,6% de sua população de cerca de 210 milhões.

Apesar do ritmo lento, o Brasil ainda está à frente de outros países da América Latina, como Argentina (que imunizou 1% da população) e México (0,6%). Os números são do Our World in Data, plataforma da Universidade de Oxford.

As informações foram publicadas neste domingo no Globo, que, no entanto, acrescenta que o Brasil tem potencial para acelerar consideravelmente o ritmo de vacinação. Segundo o que José Cássio de Moraes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa-SP, disse ao jornal, o país pode vacinar mais de dois milhões de pessoas diariamente.

"O PNI [Programa Nacional de Imunização] pode vacinar, tranquilamente, 2 milhões de pessoas por dia. E esta é uma estimativa conservadora, levando em conta que só exista um vacinador em cada uma das 40 mil salas de vacinação do país", disse o médico.

Em resposta, o Ministério da Saúde afirmou que já negociou a compra de 354 milhões de doses de vacina, quantia suficiente para imunizar 83% da população brasileira (com duas doses). Esse número considera as doses de CoronaVac, da vacina de Oxford e das injeções a serem obtidas pelo consórcio internacional COVAX Facillity, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estimular e garantir aos países em desenvolvimento o acesso às vacinas contra a Covid-19.

Na noite deste sábado (6), chegou ao Brasil o primeiro carregamento com 90 litros de insumos vindos da China, que são essenciais para a produção da vacina de Oxford/AstraZeneca. Com a matéria-prima, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) poderá produzir 2,8 milhões de injeções contra a Covid-19. No mesmo dia, a farmacêutica norte-americana Pfizer pediu o registro definitivo da sua vacina contra a Covid-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que pode ampliar o leque de vacinas para o Brasil imunizar sua população.

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