Nova York está totalmente fora de controle, diz Trump


Protestos em Nova York provocaram reação de Trump ao prefeito e o governador locais (Imagem/Reprodução)

O presidente norte-americano Donald Trump disse que a violência invadiu a maior cidade dos EUA, criticando as autoridades de Nova York por não tomarem medidas duras suficientes contra os manifestantes.

Depois da morte do afro-americano George Floyd por um policial em 25 de maio, nos EUA e em outros países se espalharam protestos contra brutalidade policial e a discriminação racial. Mais de nove mil pessoas já foram presas durante os protestos.

Donald Trump tem se insurgido contra a reação popular, condenando os abusos. Ele voltou ao Twitter, na noite desta terça, já na madrugada de quarta-feira (3) - horário de Brasília:

"Os Melhores [policiais] de Nova York não estão sendo autorizados a realizar sua MAGIA, mas, independentemente disso, e com o ímpeto que têm deixado a Esquerda Radical e outros desenvolver, eles vão precisar de ajuda adicional. A cidade de Nova York está totalmente fora de controle. O prefeito de Nova York [Bill de Blasio] e o governador [Andrew] Cuomo DEVEM ACABAR COM O MOTIM AGORA!", tuitou Trump.

Um total de 24 estados norte-americanos chamaram até terça-feira (2) a Guarda Nacional para controlar os protestos, e o presidente norte-americano disse que poderia também chamar o Exército dos EUA. No entanto, Cuomo não tem aceitado chamar a Guarda Nacional, levando a uma reação hostil de Trump, novamente através do Twitter:

"Ontem foi um dia ruim para os irmãos Cuomo. Nova York estava perdida para os saqueadores, bandidos, esquerda radical e todas as outras formas de Marginais & Escumalha. O governador se recusa a aceitar a minha proposta de uma Guarda Nacional dominante. A cidade de Nova York foi despedaçada. Da mesma forma, os ratings do Fredo [nome dado a Cuomo em um vídeo] caíram 50%!", tuitou o presidente norte-americano.

Além disso, Trump disse que os EUA iriam incluir o movimento Antifa (antifascista) na lista de organizações terroristas. No domingo (31), os manifestantes incendiaram a igreja de São João para a qual o presidente se dirigia.

Muitos estados, incluindo Nova York, impuseram toques de recolher, mas estes foram repetidamente violados, com pessoas participando dos protestos contra a morte de Floyd. A polícia tem usado frequentemente gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar as multidões, com novos relatos de brutalidade policial.

Muitas mídias, incluindo a Sputnik, têm sido atacadas por policiais e manifestantes durante o caos, que também levou a saques e vandalismo contra lojas e diversos prédios. 12 pessoas morreram desde o início dos protestos em 26 de maio, e mais de 5.600 pessoas foram presas.


Fonte: Sputnik

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