Novo ministro da Saúde prega união e não fala em lockdown


O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, dá entrevista ao lado de Eduardo Pazuello (Reprodução)

No dia que o Brasil registra novo recorde de 2.841 mortes nas últimas 24 horas por Covid-19, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em um breve pronunciamento, defendeu nesta terça-feira (16) medidas como uso de máscara e uso de álcool (em gel) "com a preservação da atividade econômica". Sem falar em lockdown ou outras medidas rígidas, o quarto ministro da Saúde na pandemia pediu uma "união da nação" contra o coronavírus e disse que vai trabalhar com secretários estaduais e municipais de saúde para tentar conter o avanço da pandemia.

"Agora temos que unir esforços com os secretários municipais de Saúde, o Brasil tem mais de 5.570 municípios, os secretários estaduais, os órgãos representativos como Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretrias Municipais de Saúde)", disse.

O médico cardiologista, indicado para o cargo pelos partidos do Centrão, hoje principal base política de Bolsonaro, disse que foi convocado pelo presidente "para dar continuidade a esse trabalho" desenvolvido pelo ministério. Ao defender o uso de máscaras e de álcool, Queiroga acrescentou que devem ser adotadas preservando-se a economia.

"Conclamar a população que utilize máscaras. São medida simples, de bloqueio ao vírus. Lavem as mãos, usem álcool. São medidas simples, mas importantes. É preciso unir os esforços de enfrentamento à pandemia com a preservação da atividade econômica, para garantir emprego, renda e recursos para que as políticas públicas de saúde tenham consecução", afirmou, acrescentando que quer "levar uma palavra de alento para aquelas famílias que perderam seus entes queridos vítimas dessa doença miserável e outras doenças".

Pazuello lembrou ao novo ministro que essa semana o ministério terá 5,6 milhões de doses de vacinas distribuídas para o Brasil.

Agora, Pazuello poderá responder na justiça de primeira instância os inquéritos instaurados no Supremo Tribunal Federal para apurar a responsabilidade dele (governo), dentre outras, no colapso do sistema de saúde pela falta de oxigênio em Manaus. Agora, com o devido distanciamento do Palácio dos Ministérios, para não contaminar eleitoralmente Jair Bolsonaro.

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