Novos ataques israelenses no Líbano deixam 51 mortos e mais de 200 feridos
- Da Redação

- 25 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques perpetrados pelas forças israelenses deixaram pelo menos 51 pessoas mortas e outras 223 feridas, em mais um dia de bombardeios aéreos, nesta quarta-feira (25) contra o Líbano.
De acordo com o ministro da Saúde libanês, Firas al-Abyad, os bombardeios estão devastando a população local.
Nesta quarta, aviões israelenses retomaram intensos bombardeamentos contra o sul, o norte e o leste do Líbano. Os combatentes do Hezbollah, por sua vez, lançaram ataques massivos com mísseis contra várias cidades no norte de Israel, incluindo os arredores da cidade de Haifa.
Na segunda-feira (23), Israel lançou uma série de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em áreas residenciais do sul do Líbano. Milhares de famílias que fugiram dos bombardeios ficaram presas em um engarrafamento que bloqueou a principal estrada para a capital libanesa, Beirute, demorando mais de oito horas para percorrer uma viagem de menos de 80 quilômetros.
Como resultado da agressão armada israelense, o número de pessoas mortas em território libanês chega a 643, entre elas mais de 90 mulheres e crianças, e o número de feridos ultrapassou 1.800.
EUA alertam para 'guerra regional'
Nesta quarta-feira, citado pela mídia norte-americana, autoridades dos Estados Unidos alertaram Israel que os ataques ao movimento libanês Hezbollah podem atrapalhar os esforços diplomáticos para resolver o conflito e levar a região a uma guerra.
De acordo com a AP, nos dias que antecederam os ataques aéreos de Israel ao Hezbollah, autoridades dos EUA alertaram o governo israelense de que tal estratégia levaria provavelmente a região à guerra. Conforme as fontes, as autoridades dos EUA indicaram a Israel que uma solução diplomática ainda era possível e que uma campanha militar poderia atrapalhar esses esforços.
Autoridades israelenses adotaram uma abordagem diferente para alcançar a paz e disseram aos representantes dos EUA que era hora de "escalar para desescalar", sugerindo que atacar o Hezbollah obrigaria o movimento a participar de negociações para encerrar o conflito.
Mais cedo nesta quarta (25), o movimento xiita libanês Hezbollah disse que atingiu um centro de comando do Mossad perto de Tel Aviv, acrescentando que o movimento o responsabiliza pela eliminação de vários de seus líderes e pelas explosões de pagers no Líbano.
"Os combatentes da Resistência Islâmica alvejaram nesta quarta-feira, 25 de setembro de 2024 às 06h30 da manhã [00h30, horário de Brasília], a sede do Mossad nos subúrbios de Tel Aviv com um míssil balístico Qader-1. Esta sede é responsável por assassinar líderes e explodir pagers, bem como dispositivos sem fio", escreveu o movimento no Telegram.
Um correspondente da Sputnik relatou que sirenes de ataque aéreo soaram pela primeira vez desde a atual escalada com o movimento libanês Hezbollah em muitas cidades no centro de Israel, incluindo Tel Aviv e Netanya.
As Forças de Defesa de Israel (FDI), por sua vez, relataram que interceptaram um míssil terra-terra lançado do Líbano.
"Após as sirenes que soaram nas áreas de Tel Aviv e Netanya, um míssil terra-terra foi identificado cruzando o Líbano e foi interceptado pelas Forças de Defesa Aérea das FDI", disseram os militares no Telegram.
Com a Agência Sputnik











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