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O Brasil de 1936 pela voz de Getúlio Vargas

há 1 hora
2 min de leitura

(Divulgação)
(Divulgação)

O Centro de Memória Trabalhista do Partido Democrático Trabalhista (PDT) amplia a coleção “Grandes discursos trabalhistas” com a publicação do pronunciamento feito por Getúlio Vargas em 7 de setembro de 1936, na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro. A cartilha apresenta o discurso integral e recupera as circunstâncias históricas em que ele foi pronunciado.


Naquele período, o mundo atravessava um cenário de instabilidade. O fascismo estava consolidado na Itália, o nazismo avançava na Alemanha e a Guerra Civil Espanhola expunha o confronto entre diferentes projetos de sociedade. No Brasil, ainda repercutiam os acontecimentos de 1935, enquanto ganhavam força os debates sobre segurança nacional, organização do Estado e preservação das instituições.


Diante desse ambiente, Vargas aproveitou as comemorações da Independência para fazer um apelo ao patriotismo e à unidade nacional. Ao longo do discurso, abordou temas como soberania, democracia, ordem, desenvolvimento econômico e responsabilidade do poder público na condução dos interesses do país.


Uma das passagens mais significativas trata das mudanças econômicas em curso. “Já não somos um país exclusivamente agrário”, afirmou Vargas, ao destacar o crescimento da atividade industrial e a necessidade de superar a dependência da exportação de matérias-primas e da importação de produtos industrializados.


O presidente também defendeu a democracia como o regime adequado às características e às necessidades do povo brasileiro. Para Vargas, ordem e democracia deveriam reunir disciplina e liberdade, assegurar o respeito ao direito e criar condições para que o interesse nacional prevalecesse sobre disputas particulares e regionais.


O pronunciamento também carrega as tensões de seu tempo. Em alguns trechos, Vargas adota uma linguagem severa diante dos conflitos políticos e ideológicos que mobilizavam o Brasil e outros países. Essas passagens devem ser compreendidas dentro de um cenário mundial marcado pela radicalização, pelo temor de rupturas institucionais e pela disputa entre modelos políticos antagônicos.


A publicação integral permite que leitores e pesquisadores tenham contato direto com o documento, sem depender apenas de interpretações posteriores ou de trechos isolados. A contextualização preparada pelo CMT ajuda a situar o pronunciamento em sua época, preservando a liberdade para que cada leitor examine seus argumentos, escolhas e significados.


Ao reunir, pesquisar e disponibilizar documentos dessa natureza, o Centro de Memória Trabalhista transforma a memória em fonte de conhecimento. A nova cartilha contribui para a formação política dos trabalhistas e oferece material para estudos nas áreas de história, ciência política, sociologia, economia, comunicação e cultura. O discurso de 1936 passa, assim, a integrar um acervo dedicado à preservação e à compreensão da história política brasileira.


Fonte: Centro de Memória Trabalhista do PDT

 
 
 

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