O eco das urnas na Câmara - Por Paulo Eduardo Gomes

As urnas nos trazem novos rostos e velhas práticas


*Paulo Eduardo Gomes


Ao cabo das apurações, conhecidos os resultados eleitorais, a maior parte dos olhos da sociedade se volta para a Câmara de Vereadores com a curiosidade acerca da tão badalada, mas quase sempre não concretizada, renovação dos personagens! Todos reclamam caras novas, como se a renovação de rostos, por si só, pudesse, como um passe de mágica ou de sorte, definir uma composição do Poder Legislativo que viesse a agir à altura dos principais objetivos daquele poder e dar cabo dos principais desafios de uma cidade complexa e que, não raro, testemunha profundas desigualdades que se arrastam por sucessivos governos à espera de soluções estruturais definitivas.


No dia a dia da atuação do Poder Legislativo, as decepções começam a aparecer. Em boa parte porque a percepção e as expectativas da população são equivocadas, quando não distorcidas. Vereadores são eleitos para elaborar, em conjunto com o prefeito, as principais leis que definem diretamente o que será feito com os impostos que pagamos. A cidade não é melhor ou pior porque temos muitas ou poucas leis. Ela será tão melhor quanto for maior e mais qualificada a fiscalização dos vereadores sobre a aplicação dos recursos do tesouro municipal. Aí começam os problemas.


A esmagadora maioria dos Vereadores não quer fiscalizar absolutamente nada. Ao contrário, através de relações tradicionalmente fisiológicas, e isso não depende do rosto bonito ou feio, jovem ou idoso, do vereador eleito, se comportam como apêndice homologatório das vontades do prefeito de plantão. Analisemos a composição da Câmara recém eleita: renovação de nomes e rostos de cerca de 40%, oito nomes, dos quais metade (4) se juntará aos onze reeleitos que sistematicamente votam com o governo, qualquer que seja o governo e quaisquer que sejam as propostas.


O novo governo Axel-Bagueira já começará com um grande problema que será a escolha de seu líder, pois perdeu aquele que liderou o governo durante décadas na Câmara. Pelas nomeações já anunciadas, se confirmadas, verifica-se a ascendência do prefeito atual sobre o futuro governo e pelo retorno da velha prática populista dos governos do PDT e de seus aliados, aqui incluído o PT, de convocar os vereadores eleitos para ocupar secretarias municipais, deixando a composição da Câmara mais subalterna aos desejos e projetos do governo nos próximos quatro anos. Quem viver verá!


*Paulo Eduardo Gomes é vereador pelo PSOL

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