ONU quer investigação rápida sobre ataque mortal a escola no Irã
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O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira (3) a escalada dos conflitos entre Israel, Estados Unidos e Irã e pediu a adoção de “todas as medidas possíveis” para proteger civis. Türk destacou o ataque a uma escola primária no Irã, que matou ao menos 168 meninas e 14 professoras, e pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio. Ele alertou que “ataques indiscriminados” configuram “graves violações” do direito internacional humanitário.
A declaração ocorreu após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, responsabilizar publicamente os Estados Unidos e Israel pelas mortes. Em publicação na rede social X, acompanhada por uma imagem de covas recém-abertas, o chanceler afirmou: “Estas são covas sendo abertas para mais de 160 meninas inocentes que foram mortas no bombardeio americano-israelense de uma escola primária. Seus corpos foram dilacerados”.
“Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Apelamos para que tornem públicas as conclusões e assegurem responsabilização e reparação às vítimas”, afirmou a porta-voz do alto comissário, Ravina Shamdasani..
No sábado (28), os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola primária feminina em Minab, sul do Irã, deixando mais de 180 pessoas mortas - 168 alunas, entre 7 e 12 anos de idade, e 14 professoras. Outras quase 100 ficaram feridas. O bombardeio aconteceu na manhã do último sábado (28), enquanto as crianças estavam em aula, segundo as agências de notícias.
Além da proteção dos civis, o alto comissário pediu o retorno à mesa de negociações, que, segundo ele, é a única maneira de “pôr fim às mortes, à destruição e ao desespero”.
“O alto comissário implora a todas as partes que recuperem o bom senso e ponham fim a essa violência. Ele conclama os Estados a defenderem e respeitarem a Carta das Nações Unidas, o direito internacional dos direitos humanos e o direito internacional humanitário”, afirmou a porta-voz.





