Operação contra milícias no Rio e Baixada tem 22 presos


Policiais Civis prendem milicianos durante operação nesta terça-feira (Divulgação)

Uma operação realizada nesta terça-feira (23) pela força-tarefa criada pela Polícia Civil para combater as milícias no Rio de Janeiro resultou, até o início da tarde, em 22 prisões na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense. Os agentes das delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquérito Especiais (Draco) foram para as ruas para prender criminosos e asfixiar as fontes de renda da organização criminosa.

Entre os capturados por policiais da Draco está Sérgio Lucindo da Silva Júnior, vulgo PQD ou Pitoco. Segundo a Secretaria de Estado da Polícia Civil, ele é um dos chefes da milícia nas comunidades da Malvina, Cabeça de Porco e Invasão, na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. As investigações indicaram que PQD/ Pitoco é subordinado a dois milicianos presos que são aliados da organização criminosa de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, que disputa domínios de comunidades no estado com o miliciano Danilo Dias Lima, o Tandera - ambos disputam "espólio" de Wellington da Silva Braga, o Ecko, que era chefe da maior milícia do estado e foi morto por policiais civis em 12 de junho, durante uma operação na Zona Oeste do Rio. Na ocasião, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) comemorou "a eliminação" do miliciano destacando que ele "não era policial".

Agentes da DC-Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual - Divisão de Capturas) prenderam um ex-policial militar em Inhoaíba, Campo Grande, também na Zona Oeste. De acordo com a secretaria, ele fazia cobrança de taxas de segurança irregulares para a milícia. Contra o ex-policial havia um mandado de prisão por extorsão. Na mesma região, policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente fecharam uma fábrica de produtos químicos.

Dois milicianos foram presos por integrantes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foram também presos por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados dois milicianos e interditados estabelecimentos de venda irregular de gás e provedores clandestinos de internet. Cinco pessoas que vendiam produtos falsificados explorados pela milícia foram presas na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial.

De acordo com a Secretaria de Estado da Polícia Civil, entre os crimes investigados, estão exploração de atividades ilegais controladas pela milícia, como cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia, instalações de centrais clandestinas (os chamados "gatos") de TV a cabo e de internet, armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água.

A operação coibiu ainda irregularidades como exploração e construções de imóveis irregulares, areais e outros crimes ambientais, comercialização de produtos falsificados, contrabando, descaminho, transporte alternativo ilegal e exploração e uso de estabelecimentos comerciais para lavagem de dinheiro.

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