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Operação em Miami quer invisibilizar eleição na Venezuela

Willian Castillo, Miniistro do Poder Popular para Políticas Anti-Bloqueio da Venezuela

Por Beto Almeida


Caracas - O jornalista Willian Castillo, Ministro do Poder Popular para Políticas Anti-Bloqueio, informou nesta terça-feira (23/07), que a direita planeja instalar uma grande Operação de Invisibilizacao da Eleição Venezuelana, com sede em Miami, coordenada por Marc Fertmann, ex funcionário da CIA que já atuou em processos eleitorais em outros países. Este sinistro funcionário anunciou em programa de TV venezuelana, sem apresentar qualquer prova ou dado que lhe dê sustentação, que o governo Maduro pretende cortar a internet no domingo, dia da eleição, para organizar uma fraude eleitoral. O governo Maduro nega e lembra ser a Venezuela o país que mais eleições e referendos realiza no mundo atualmente.

“Não temos medo de voto”, disse o Ministro. Na realidade, o candidato da oposição conservadora, Edmundo Gonzalez, negou-se firmar o Compromisso junto ao Tribunal Eleitoral de respeitar o resultado das urnas. Segundo Willian Castillo, é exatamente a oposição teleguiada desde os EUA que organiza uma operação para invisibilizar o governo Maduro, chamada "Zero Maduro" na mídia, enquanto pretende fazer uma super difusao de informações falsas dando a vitória a Edmundo Gonzalez, por uma diferença enorme a seu favor, ao mesmo tempo, em que inviabiliza qualquer possibilidade do público, internautas e telespectadores, de terem acesso a informações com os resultados oficiais do Tribunal Eleitoral, previstas para serem divulgadas domingo à noite. É uma nova versão da Proconsult organizada pelo SNI, com apoio da Rede Globo, para derrotar Leonel Brizola em 1982, no Rio de Janeiro. O plano é este. Mas Venezuela é o país que mais realiza eleições no mundo. São 33 eleições e referendos em 25 anos de Revolução. Chávez submeteu-se ao crivo das urnas por 5 vezes em 12 anos, e Maduro, 3 vezes em 10 anos. Aliás, Lula disse, há anos, que o problema da Venezuela era excesso de democracia! Um elogio. O voto aqui é eletrônico e impresso, e há a auditoria de 50% das urnas com os votos impressos, na qual o eleitor, no ato de votar, torna-se o fiscal de seu próprio voto, antes de colocá-lo na nesta urna indevassável, e nenhum eleitor vai trair a si próprio. A média mundial de conferência é de 3%; na Venezuela é de 50%. Esta operação da direita é coordenada pelos EUA, explica Castillo, e prevê divulgar apenas aqueles institutos de pesquisas que sempre erraram nas eleições venezuelanas, e que sempre prognosticaram derrotas de Chávez para a direita, e também de Maduro. A realidade eleitoral os desmentiu sempre. Essa mega operação, com sede em Miami, silenciando os resultados oficiais e promovendo uma super divulgação de uma suposta vitória da oposição, de modo descarado, para propalar que houve fraude, faz lembrar como foi a proclamação de Guaidó como presidente da república, reconhecido absurdamente, pelos EUA e dezenas de países. Hoje Guaidó é apenas um fugitivo da Justiça, acusado de roubo dos ativos do estado venezuelano, o que é reconhecido até por seus antigos patrocinadores em Whashington. É indispensável respeitar as leis eleitorais e os resultados, como disse Lula recentemente, mas o candidato apoiado pelos EUA negou-se a firmar o Compromisso de Respeito às Urnas. O que isso prenuncia? Uma nova operação midiática de grande envergadura, com financiamento de agências dos EUA, como a NED, a USAID, ou as Fundações Konrad Adenauer e Friedrich Ebert, da Alemanha, que já divulgaram, inclusive, uma lista dos meios de comunicação que considera “confiáveis”. Obviamente, são veículos que também recebem financiamento destas mesmas agências e que vão proclamar que o candidato oposicionista é o vencedor. É claro que o Tribunal Eleitoral tem a prerrogativa de organização, apuraçao e divulgação dos resultados, conforme a lei aprovada por todos os partidos. E a experiência de 25 anos de democracia participativa indica que há estabilidade, segurança e legitimidade eleitoral no país, que, mesmo sob duras sanções, manteve o calendário eleitoral. Tal experiência levou a Fundação Carter a proclamar a Venezuela como o sistema eleitoral mais democrático do mundo! Ou seja, está em curso mais uma operação desestabilizadora contra o governo bolivariano da Venezuela. Todas essas tentativas têm sido frustradas. Mas, detentora da maior riqueza petroleira do mundo e disposta a manter a soberania sobre ela, a Venezuela é sempre

alvo de renovadas ameaças do império do norte. E Maduro foi muito incisivo ao definir o que está em jogo na eleição de domingo: “É a escolha entre Colônia ou Nação Soberana!”

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