Operação prende policiais aliados da maior milícia do RJ


Armas e dinheiro apreendidos na casa de um agente penal (Reprodução)

Um capitão, um tenente e um sargento da Polícia Militar e seis policiais penais da Secretaria de Administração penitenciária (Seap) estão entre os alvos de mandados de prisão preventiva nesta sexta-feira (20), sob suspeita de ajudar a maior milícia do Rio de Janeiro. Sete deles foram presos. A maior organização criminosa já foi chefiada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em confronto com a Polícia Civil em junho do ano passado na Zona Oeste do Rio, e hoje é comandada por seu irmão Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, foragido da Justiça.

De acordo com a investigação liderada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) e a Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco-IE), os policiais repassavam informações privilegiadas aos integrantes da milícia, "sobre segurança pública, posicionamento de viaturas e investigações em andamento". Segundo os investigadores, além de repassarem informações sobre grupos rivais, os agentes facilitavam a movimentação dos comboios dos criminosos e até escoltavam, com viaturas oficiais, foragidos da Justiça.

Os policiais militares presos nesta sexta-feira na Operação Heron são o capitão Pedro Augusto Nunes Barbosa, o Nun, lotado na Diretoria de Transporte da PM, e o tenente Matheus Henrique Dias de França, o Franc, que era lotado no 41º BPM (Irajá). Os agentes penais presos são André Guedes Benício Batalha, o Gue, Ismael de Farias Santos, Alcimar Badaró Jacques, o Badá, e Wesley José dos Santos, o Seap, e Carlos Eduardo Feitosa de Souza, o Feitosa ou Feio.

O sargento Leonardo Corrêa de Oliveira, do 18º BPM (Jacarepaguá) e o agente da Seap Edson da Silva Souza, o amigo S, estão foragidos, além do miliciano Luiz Bastos de Olive Ira Junior, o Pqdzinho.

Os 10 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão contra os agentes públicos foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.

Delegada é alvo de busca e apreensão

Também investigada, a delegada Ana Lúcia da Costa Barros, adjunta da 34ª DP (Bangu), também foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira. Ela é casada com o policial penal André Guedes Benício Batalha, o Gue, um dos presos na operação. A busca foi realizada porque a senha da delegada foi usada por ele para acessar a placa do veículo de uma pessoa a pedido de um miliciano. Os investigadores não conseguiram apurar se foi ela ou outra pessoa que buscou a informação, mas optaram pela busca e apreensão na residência dela, com objetivo de recolher material que possa confirmar ou não seu envolvimento na organização criminosa.

"Ele (André Guedes Benício Batalha) usava a senha da esposa, delegada de polícia. Foi comprovada a utilização dele, no intuito de passar informações. Até agora, não houve a constatação da participação dela com a milícia, mas pedimos a representação para verificar", explicou o delegado Thiago Neves, titular da Draco, citado pelo Extra.

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