Operação que atinge ex-ministro vê uso de documentos falsos


Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro (Reprodução)

Investigações feitas pela Polícia Federal apontam o uso de documentos falsos usados na operação Akuanduba, que tem entre os alvos o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. Uma perícia reforçou os indícios de um suposto esquema de exportação ilegal de madeira usado pelo grupo.

Os investigadores dizem que os elementos indicam a ocorrência de uma "lavagem" de produtos florestais. Ou seja, uma tentativa de "legalizar" materiais extraídos de forma ilegal com a utilização de documentos expedidos oito meses após a exploração das áreas.

Os dados tratam de "possível grave esquema de conluio entre agentes públicos brasileiros e particulares" no Brasil e nos Estados Unidos para legalizar madeiras brasileiras, de origem ilegal, retidas em portos norte-americanos.

A análise da PF consta em um pedido da corporação para que as investigações da Akuanduba tenham continuidade na Justiça Federal do Pará. Ao deixar o Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Salles perdeu o foro privilegiado que levou a apuração a tramitar no Supremo Tribunal Federal.

Além do ex-ministro, um dos mais radicais da ala ideológica do governo Jair Bolsonaro, a operação Akuanduba investiga o ex-presidente do Ibama, Eduardo Bim, e mais nove ocupantes de cargos de confiança no governo. O grupo é investigado por crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação ao contrabando.

De acordo com as investigações, o esquema criminoso seria operado poe esse grupo e empresários do ramo madeireiro, que exploram a extração ilegal de madeiras especialmente na Amazônia.

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