Operação da PF investiga fraudes em contratos da UFRJ


Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou hoje (8/7) a Operação Pronta Emergência II, que apura irregularidades em contratos públicos, celebrados pelo IPUB/UFRJ – Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


A ação de hoje conta com a participação de 52 policiais federais, que cumprem dois mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, nas cidades do Rio de Janeiro (capital) e Niterói.


As investigações indicam que servidores do IPUB/UFRJ, em troca do recebimento de vantagens indevidas, se associaram criminalmente aos empresários representantes das empresas favorecidas, a fim de direcionar diversas contratações.


Nas irregularidades verificadas na montagem dos processos de licitação estão: a) cotações fictícias, superfaturadas e com empresas integrantes da organização criminosa; b) elaboração de estudo técnico preliminar (ETP) pelas próprias empresas, sendo posteriormente preenchidos no IPUB/UFRJ; c) direcionamento da contratação mediante pagamento de vantagens indevidas aos servidores. Além disso, há fortes indícios de que as empresas participantes do esquema pertencem aos mesmos indivíduos.


Os mandados foram expedidos pela 01ª Vara Federal Criminal do Rio, e os investigados respondem pela prática dos delitos de organização criminosa, peculato e fraudes em licitação.


Em nota, a reitoria da UFRJ destacou que repudia qualquer ação que atente contra os princípios que balizam a Administração Pública.


"Acerca da operação realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 8/7, concernente à contratação emergencial por dispensa de licitação no Instituto de Psiquiatria (Ipub), a Reitoria da UFRJ lembra que contratações desta natureza podem ser necessárias na Administração Pública, principalmente no âmbito de hospitais, conforme previsto na Lei Federal nº 8666/93, visando ao atendimento de demandas que exijam rapidez e eficácia. Os procedimentos investigatórios são necessários e aguardamos a apuração dos fatos. Integralmente pautada pela idoneidade, a Reitoria repudia qualquer ação que atente contra os princípios que balizam a Administração Pública, elencados na Constituição Federal", diz a nota.

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