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Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

A lista de alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal, inclui lideranças políticas, religiosas e da contravenção que atuam no estado do Rio de Janeiro.


Entre os alvos dos mandados de prisão estão Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como o principal chefe da máfia do cigarro e um dos maiores contraventores do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar e o pastor Márcio Poncio, dono de uma fábrica de cigarros e pai da deputada estadual Sarah Pôncio (SDD) - a parlamentar não foi alvo da operação. Além deles, o ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, teve contra si um mandado de busca e apreensão.


Ao todo, os policiais cumprem três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, o objetivo da nova fase é é aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro "praticada pelo chefe da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro”.


“As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema”, informou a corporação.


Conforme a Polícia Federal, as apurações começaram depois da apreensão de listas em poder do contraventor indicarem “a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.


A PF acrescentou que “as listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”.

 Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. (Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação)
 Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. (Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação)

Preso desde fevereiro

Adilsinho está preso desde fevereiro, quando foi encontrado em sua casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco/RJ) e da Polícia Civil do estado (PCERJ). A ação também contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Naquele momento, ele estava foragido da Justiça Federal e era procurado pela Justiça estadual.

Além de ser apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro e mandante de homicídios, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.


O contraventor teve outro pedido de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.


Com ele, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o “Sem Alma”, e Jefferson Rodrigues da Silva, o “Jefe”.

Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, vai para presídio de segurança máxima (Foto: Thiago Lontra/ALERJ)
Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, vai para presídio de segurança máxima (Foto: Thiago Lontra/ALERJ)

Ex-presidente da Alerj

Preso no Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, na zona oeste da capital, Rodrigo Bacellar foi levado na manhã desta quinta-feira para a Superintendência da Polícia Federal, na região portuária do Rio.


O ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense vai ser transferido para uma unidade de segurança máxima do sistema penitenciário federal.


Pastor e influenciador

Outro alvo de mandado de prisão foi o pastor e empresário do ramo de cigarros Márcio Poncio, preso também na manhã desta quinta-feira, em um flat na Praia da Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, por possíveis ligações com a “Máfia do Cigarro”..

Pastor e empresário do ramo de cigarros Márcio Poncio, preso pela PF na Barra da Tijuca (Reprodução/redes)
Pastor e empresário do ramo de cigarros Márcio Poncio, preso pela PF na Barra da Tijuca (Reprodução/redes)

Nas redes sociais, o pastor da Igreja da Nuvem, se apresenta como “patriarca da família Poncio” - uma família de influenciadores, empresários e políticos conhecida pela exposição permanente nas redes. Ele soma mais de 500 mil seguidores em sua página no Instagram, onde costuma compartilhar o dia a dia e responder às críticas direcionadas à família. Os demais integrantes da família, no entanto, não são alvo da operação da PF.


Com informações da Agência Brasil

 
 
 
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