Os remédios contra covid que chegam a galope em Niterói


Cavalos da unidade do Instituto Vital Brasil em Cachoeiras de Macacu usados na pesquisa do remédio fluminense

Niterói está mais próximo de incorporar duas novas armas - que estão chegando a galope na cidade - em seu arsenal na guerra contra o coronavírus. Projeto de Lei, de autoria do vereador Paulo Eduardo Gomes (Psol), aprovado na Câmara Municipal, autoriza a cidade a firmar convênio com o Instituto Vital Brazil, que viabilizaria, na prática, a produção e aplicação na população de um soro Anticovid-19, desenvolvido pela instituição de pesquisa a partir do plasma de cavalos. A outra é o anúncio da Prefeitura, feito nesta segunda-feira (14/12), convidando voluntários para participarem de “pesquisa de eficácia” de um remédio da empresa de biotecnologia francesa Abivax para as formas mais graves da doença.

A pesquisa do Vital Brazil teve início em maio deste ano, em sua unidade de Cachoeiras de Macacu, quando cavalos foram inoculados com a proteína S, usada pelo coronavírus para penetrar nas células, produzida na Coppe/UFRJ. Depois de 70 dias, o estudo revelou que os plasmas de quatro dos cinco animais apresentaram anticorpos neutralizantes 20 a 50 vezes mais potentes contra o novo vírus do que os plasmas de pessoas que tiveram a doença. O material, então, passa por diversas etapas de produção e testes até tornar-se o soro que será utilizado no combate à Covid-19.

A pesquisa do soro Anticovid-19 é uma parceria do Instituto Vital Brazil com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para o vereador Paulo Eduardo Gomes, o convênio com Niterói poderá suprir também as necessidades financeiras da instituição no desenvolvimento de estudos de novos medicamentos contra a doença

O Projeto de Lei de Paulo Eduardo propõe viabilizar “apoio técnico, científico e financeiro com o propósito de apoiar as pesquisas em curso naquele centro de pesquisas que objetivam a produção de insumos terapêuticos a serem prescritos em ambiente hospitalar, com o propósito de acelerar a produção de anticorpos em pacientes com Covid-19”, ou seja, não se resume apenas a um tipo de terapia.

A proposta legislativa autoriza o Executivo Municipal a “remanejar livremente os créditos constantes da Lei 3.460/2019 – Lei Orçamentária Anual 2020, entre qualquer unidade orçamentária do município e qualquer natureza de despesa, especialmente tendo por fontes as decorrentes de superávit financeiro do exercício de 2019 de royalties”.

“Ao longo deste ano de pandemia, as sucessivas mudanças no comando da Secretaria Estadual de Saúde impuseram entraves burocráticos adicionais que acarretaram, entre outros prejuízos institucionais, o atraso na liberação de cerca de R$ 40 milhões do orçamento do Instituto, colocando riscos de retardo do desfecho que se espera na promissora busca pelo soro para combate à Covid”, diz o parlamentar, na justificativa de sua proposta.

Em agosto, o coordenador da pesquisa, Jerson Lima, também presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), copatrocinadora do estudo, disse que o soro poderia estar disponível para aplicação na população em “até quatro meses”.

Remédio francês – A prefeitura de Niterói anunciou que está em busca de voluntários para pesquisa de eficácia de remédio da francesa Abivax contra forma grave de infecção pelo Covid-19. O ensaio clínico será realizado na Policlínica Dr. Sérgio Arouca. O uso do medicamento em pesquisa tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa).

No Rio de Janeiro, o estudo é conduzido pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e conta com parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói. Em fases anteriores de pesquisa o medicamento demonstrou potencial para evitar que participantes mais vulneráveis desenvolvam a forma severa da Covid-19.

Podem participar do estudo pessoas com diagnóstico de Covid-19 confirmado por exame de PCR ou com sintomas típicos relacionados à doença como febre, tosse, falta de ar, que estão no grupo de risco. São consideradas pessoas no grupo de risco aquelas com condições pré-existentes que aumentam as chances de desenvolver a forma severa da Covid-19. Tais condições são: obesidade, diabetes, hipertensão, doença cardíaca e/ou idade igual ou maior do que 60 anos.

Os participantes do estudo irão tomar uma cápsula do medicamento em estudo por via oral, uma vez ao dia, durante 28 dias. O tratamento pode ser feito em casa, não sendo necessária a hospitalização do participante, exceto quando determinado pela equipe médica.

Os interessados que se encaixam nos critérios obrigatórios do estudo podem buscar a equipe de pesquisa na Policlínica Dr. Sérgio Arouca, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, ou entrar em contato pelo (21) 99518-6242 para esclarecer dúvidas ou realizar agendamento.

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