País tem 1º deputado bolsonarista cassado por fake news


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou pela cassação e inelegibilidade do deputado bolsonarista do Paraná Fernando Destito Francischini (PSL-PR) por propagar fake news sobre fraudes nas urnas eletrônicas e o sistema eletrônico de votação durante uma live feita nas eleições de 2018. Trata-se da primeira condenação por fake news na história do TSE.

"Agora é real, eu estou com toda a documentação da Justiça Eleitoral. Em primeira mão, urnas ou são adulteradas ou fraudadas, a gente tá trazendo essa denúncia gravíssima antes do final da votação", disse Francischini em um trecho da live.

Delegado de polícia licenciado, o deputado estadual foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por uso indevido dos meios de comunicação e por abuso de autoridade por fazer uma live durante o primeiro turno das eleições de 2018, afirmando, sem apresentar provas, que as urnas estavam fraudadas para impedir a eleição de Jair Bolsonaro.

Em outro julgamento nesta quinta-feira, em que o TSE absolveu a chapa Bolsonaro-Mourão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou em seu voto quer 'se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado e as pessoas irão para a cadeia'.

Seis ministros seguiram o voto do relator, ministro Luís Felipe Salomão, que é corregedor da Justiça Eleitoral e avaliou que a conduta do hoje deputado estadual atentou contra o sistema eleitoral brasileiro e levaram ao erro "milhões de eleitores" - Bolsonaro foi eleito com 56 milhões de votos. Votaram com ele os ministros Mauro Campbell Marques, Sérgio Banhos, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Apenas o ministro Carlos Horbach discordou da cassação.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg