Paes: 'milícia não vai construir mais porcaria nenhuma'


Eduardo Paes atribui expansão das construções irregulares por milícias a gestões anteriores (Fernando Frazão/AB)

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), decidiu encarar as milícias que promovem construções irregulares na cidade. Nesta quinta-feira (3), enquanto acompanhava os trabalhos de resgate no local do desabamento do prédio de cinco andares em Rio das Pedras, área dominada pela milícia mais antiga do Rio de Janeiro, o prefeito afirmou que "a milícia não vai mais construir porcaria nenhuma nessa cidade". Pai e filha (de dois anos) morreram e quatro moradores ficaram feridos.

"Comigo, milícia não vai construir mais porcaria nenhuma nessa cidade. Estamos demolindo permanentemente e a gente tem o desafio de cuidar do passivo", disse Paes.

Os donos da construção ainda não apareceram. A suspeita é que os responsáveis pelos imóveis sejam ligados à milícia.

Segundo o subsecretário de Defesa Civil do Rio, coronel Sérgio Simões, nem o prédio que desabou nem os seis vizinhos têm engenheiro responsável. A 32ª DP (Taquara) investiga o caso.

O prefeito atribuiu a responsabilidade pela expansão das construções irregulares por milicianos às gestões anteriores a dele, mas disse que a presença de criminosos não impede o trabalho sob sua gestão. "Comigo não impede nunca, não tem essa conversa", declarou.

Paes reiterou que, desde o começo do ano, a prefeitura tem demolido construções irregulares na cidade. Ele ponderou, porém, que não é possível destruir todos imóveis nesta condição, devido à configuração habitacional do Rio, mas que vai investir em melhorias.

"[...] Mas é uma realidade da cidade. Não vamos retirar todas as casas de todas as favelas do Rio, ou de todas as comunidades do Rio. O que se tem que fazer é olhar essas áreas com mais risco, olhar essas construções para tentar fazer e produzir melhorias habitacionais", disse Paes.

Paes disse que a prefeitura irá "prestar todo o auxílio" para as famílias atingidas no desabamento em Rio dos Pedras.

Em abril de 2019, dois prédios construídos de forma irregular desabaram na Muzema, matando 24 pessoas, a menos de três quilômetros do local do desabamento desta quinta-feira.

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