Paes recorre à Justiça e acusa campanha de Ruas de fraude eleitoral

O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) apresentou uma ação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para contestar a validade da eleição de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Paes acusou a campanha adversária de supostas práticas de fraude eleitoral, compra de votos e utilização irregular de meios de comunicação para influenciar o resultado das urnas.
Segundo Paes, a campanha de Ruas promoveu uma série de irregularidades para confundir os eleitores e prejudicar sua candidatura. Entre as denúncias, a ação cita a distribuição, pela campanha do candidato do PL, de peças de propaganda, entre elas uma tiragem de 100 mil panfletos que associavam o nome do ex-prefeito aos números 13, do PT, e 22, do PL.
De acordo com a representação ao TRE-RJ, essa associação poderia levar parte do eleitorado a registrar uma numeração diferente da correspondente ao candidato escolhido, resultando na anulação do voto. Outro material citado apresentava a fotografia de Paes acompanhada do número de Ruas e teria circulado no próprio dia do primeiro turno.
A representação aponta que parte desses impressos teria sido recolhida por fiscais da Justiça Eleitoral. Para sustentar a acusação, foram reunidas denúncias divulgadas nas redes sociais e registros encaminhados ao Disque Denúncia no período entre 21 de agosto e 3 de outubro.
Paes também solicitou que a Justiça determine a apreensão de documentos e arquivos da editora apontada como responsável pela impressão de parte dos materiais. Também pediu a preservação dos registros de contratação e a convocação de pessoas que relataram episódios de compra de votos.
Caso seja atendido, Paes pretende obter a cassação dos registros ou diplomas dos eleitos e, se já diplomados, dos respectivos mandatos. A representação também solicita a inelegibilidade de Ruas e de sua vice, Fernanda Louback (PL), por oito anos, aplicação de multas e ressarcimento aos cofres públicos de eventuais recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha empregados na produção dos materiais questionados. Paralelamente, o ex-prefeito levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma contestação sobre o resultado da eleição, defendendo a realização de um segundo turno após a anulação da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e a consequente retotalização dos votos.










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