Pastor preso depositou dinheiro na conta do ex-ministro


(Reprodução)

Um depósito bancário feito pelo pastor Gilmar Santos na conta do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, teve impacto decisivo na investigação que levou à prisão de ambos nesta quarta-feira (22). O valor depositado - assim como a data da transação bancária - não foi revelado, devido ao sigilo do inquérito.

O advogado do ex-ministro alegou que o motivo do depósito seria a negociação de um carro que Ribeiro teria vendido para o pastor.

A defesa diz também que a prisão de Ribeiro é ilegal pois, por ter deixado o Ministério da Educação, não teria condições de atrapalhar as investigações.

Segundo o Estadão, a Controladoria-Geral da União (CGU) confirmou movimentações suspeitas na conta do ex-ministro durante a sua gestão à frente do MEC.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pelo juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal citam crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência, envolvendo a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação.

Além do ex-ministro, a operação prendeu os pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura, que faziam lobby por liberação de verbas federais e cobravam propina de prefeituras.

No fim da tarde, o juiz federal Renato Borelli determinou a transferência de Ribeiro, da capital paulista para a prisão da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Weintraub: 'muito mais coisas vão acontecer'

Milton Ribeiro, pastor evangélico, substituiu Abraham Weintraub no Ministério da Educação no governo Bolsonaro e permaneceu no cargo de julho de 2020 a 28 de março de 2022. Em seu lugar entrou Victor Godoy, até então seu braço direito na pasta.

Nesta quarta, Weintraub declarou para o Globo que mais casos de corrupção devem aparecer com a prisão de Ribeiro e dos pastores. "O Milton Ribeiro saiu e a turma toda ficou. Então, eles continuam atuando. Tem muito mais coisas acontecendo no MEC e em algum momento vai acontecer. Eu vi como é a sanha do pessoal, o pessoal é desesperado", disse o ex-ministro, demitido, segundo ele, após ter resistido em entregar o FNDE ao Centrão.

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