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PCO: operação da PF contra Rui Costa Pimenta é 'óbvia perseguição política'

  • há 60 minutos
  • 7 min de leitura

Rui Costa Pimenta (Reprodução/Instagram)
Rui Costa Pimenta (Reprodução/Instagram)

A Executiva Nacional do Partido da Causa Operária (PCO) classificou como "perseguição política e eleitoral" a operação realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (11) contra Rui Costa Pimenta, presidente nacional da legenda. Em nota oficial, o partido afirmou que o cumprimento de mandados de busca e apreensão representa uma tentativa de intimidação contra o PCO. No último fim de semana, a legenda lançou o político como candidato à Presidência da República.


Policiais federais chegaram à residência de Rui por volta das 6 horas da manhã. A legenda afirma que portas e o portão da casa foram arrombados durante a ação. Segundo o partido, a operação foi “ilegal, antidemocrática” e configuraria uma perseguição de caráter político e eleitoral.


A investigação, conforme informações publicadas pelo Metrópoles, está relacionada a pagamentos realizados pelo partido a empresas do setor gráfico no valor total de R$ 1,8 milhão. Na nota, o PCO contesta a forma como os valores foram apresentados publicamente. O partido afirma que este valor, distribuído ao longo de cinco anos e entre três empresas, não justificaria a classificação de “contratos milionários” utilizada na divulgação da operação.


"O inquérito trataria, pelo que diz a imprensa, de uma investigação sobre prestações de serviços contratadas pelo Partido de três empresas gráficas ao longo de (pasmem) cinco anos. Os valores somam, de acordo com o site Metrópoles, R$1,8 milhão. Considerando-se os ditos cinco anos e três empresas, seriam, na média aproximada, R$120 mil por ano por empresa", pondera o partido.


A legenda também relaciona os valores ao número de candidaturas lançadas pelo partido nas eleições de 2018, 2020 e 2022. Segundo o PCO, foram 442 candidatos nesses três pleitos, o que levaria a uma média aproximada de R$ 4.072 em despesas gráficas por candidatura.


Para sustentar a comparação, o partido cita os gastos de Bruno Covas, então prefeito de São Paulo e candidato à reeleição em 2020. Segundo a nota, a campanha de Covas destinou R$ 1.848.718,19 a materiais impressos, além de R$ 2,2 milhões em serviços advocatícios, mais de R$ 10 milhões em produção de vídeos e aproximadamente R$ 1,8 milhão em pesquisas eleitorais.


O PCO argumenta que, nesse exemplo, uma única candidatura em um único município teria gasto com materiais impressos valor superior ao que a legenda afirma ter desembolsado em todos os pleitos mencionados. A partir desses números, o partido sustenta que a investigação não encontraria evidências de enriquecimento ou desvio de recursos e afirma que os serviços gráficos foram efetivamente realizados.


O PCO afirma que o Rui Costa Pimenta vive de maneira simples, em uma casa alugada no Jabaquara, em São Paulo, e que os policiais não teriam encontrado bens de alto valor. Segundo o partido, foram apreendidos o celular e o passaporte de Rui.


A legenda também afirma que a principal riqueza pessoal do presidente do partido seria sua biblioteca.


A Executiva Nacional também classificou a operação como um “ato ridículo e digno de palhaços de circo” e afirmou que a ação teria sido transformada em um espetáculo para a imprensa.


A nota também afirma que entidades ligadas ao lobby sionista teriam apresentado dezenas de denúncias contra o PCO e Rui Costa Pimenta por causa das suas posições em defesa do povo palestino. O partido sustenta que suas manifestações incluem denjúncia do genocídio promovido por Israel, ao assassinato de crianças e defesa do direito dos povos à resistência contra a ocupação por todos os meios.


Veja a íntegra da nota oficial do PCO.


"Perseguição política: Polícia Federal invade casa de Rui Costa Pimenta


Na manhã desta terça-feira (11), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação de “busca e apreensão” contra o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO.


A medida é ilegal, antidemocrática, uma óbvia perseguição política e eleitoral e uma tática de intimidação. Homens armados da PF apresentaram um descabido mandado judicial, às 6 horas da manhã, e adentraram a casa de Rui, bem como invadiram um escritório, em outro endereço, que estava vazio, arrombando portas e o portão de sua casa.


Qual seria o motivo? O que buscavam? O Partido e Rui até agora não fazem ideia. Rui descobriu a operação quando os policiais arrombaram seu portão; outros dirigentes foram informados pela imprensa.


O inquérito trataria, pelo que diz a imprensa, de uma investigação sobre prestações de serviços contratadas pelo Partido de três empresas gráficas ao longo de (pasmem) cinco anos. Os valores somam, de acordo com o site Metrópoles, R$1,8 milhão. Considerando-se os ditos cinco anos e três empresas, seriam, na média aproximada, R$120 mil por ano por empresa.


O referido “portal de notícias” desempenha com frequência o papel de “vazar fatos” e dar voz a acusações caluniosas que não podem ser ditas em documentos oficiais. Neste caso, a jornalista Mirelle Pinheiro disse que a PF suspeita de irregularidades em “contratos milionários” do PCO. Não há menção a um único contrato que chegue a um milhão. A sanha persecutória é tão grande que até atropela o bom uso da língua portuguesa e da capacidade de contar. Se o analfabetismo linguístico e matemático tem origem nas “fontes” ou na jornalista, nunca saberemos.


Nas campanhas eleitorais de 2018, 2020 e 2022, o Partido lançou um total de 442 candidatos de acordo com a plataforma Divulgacand, do TSE. R$1,8 milhão resulta em meros R$4.072 por candidato.


Para efeito de cálculo, o então prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que era candidato à reeleição em 2020, gastou R$1.848.718,19 em materiais impressos na referida eleição. Covas gastou R$2.200.000,00 em advogados nesta eleição, mais de R$10 milhões em produção de vídeos. Gastou incríveis R$1,8 milhão em pesquisas eleitorais.


Um único município, um único candidato, uma única eleição. Nesse caso, o PSDB gastou mais em materiais impressos do que o PCO em todos os pleitos citados.


A única coisa descoberta pela PF é que o serviço foi prestado e que o Partido realiza campanhas extremamente espartanas. Ao invadir a casa de Rui, também descobriram que o companheiro vive uma vida simples, sem luxos, sem dinheiro guardado, mais humilde do que os agentes que invadiram sua casa, no bairro do Jabaquara.


Para os que não conhecem a cidade, trata-se de um bairro de classe média-baixa e operária em São Paulo, com o companheiro morando a 10 minutos de caminhada da Favela da Alba, em uma casa alugada.


Rui ainda teve de apontar o fato de que sua maior riqueza era a sua biblioteca, algo que quem já esteve na residência do companheiro poderá confirmar.


Os agentes, decepcionados, tiveram de se contentar em levar o celular e o passaporte. Sem joias, sem bens preciosos ou qualquer coisa similar.


A tática de invadir a casa dos perseguidos às seis da manhã, arrombando as portas, também merece um comentário. A polícia faz isso para ser o mais próximo legalmente possível do que fazia o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) da ditadura militar. Após o fim do regime militar, a Constituição proibiu a invasão da casa dos cidadãos durante a noite, então os policiais hoje contentam-se em fazer o mais próximo possível disso. Rui e o Partido denunciaram esta prática contra Lula e outras pessoas, particularmente na ditatorial e ilegal Operação Lava Jato. Também o fizeram no famigerado Inquérito das “Fake News”, além de, é claro, durante a própria ditadura militar.


Não se trata apenas de um abuso de poder e perseguição flagrantes, trata-se de um ato ridículo e digno de palhaços de circo. É evidente que montaram um show para a imprensa usando o dinheiro público e o aparato policial.


Tudo isso acontece enquanto juízes e ministros, como Alexandre de Moraes, ostentam relógios de luxo, cujo valor de apenas um pode chegar a mais de R$500 mil. A revista Veja relata que ele teria vários relógios desse porte, tendo em relógios mais do que o companheiro Rui tem na vida. As esposas de pessoas como ele celebram contratos de dezenas de milhões com bancos e realizam viagens luxuosas com banqueiros e empresários. Estes andam com proteção da Polícia Federal; os que nada têm são assediados por ela.


O grande capital e o imperialismo fizeram da República um verdadeiro bordel, comprando parlamentares, juízes, promotores e burocratas para fazer o que bem entendem e sem nem esconder. Essa corja, desprovida de qualquer autoridade moral e política, quer acusar aqueles que sempre lutaram pelos direitos do povo de corrupção. É o cúmulo da hipocrisia.


A operação acontece meros três dias após o lançamento público da candidatura presidencial do Partido, tendo Rui como candidato, mostrando que o problema não é a impressão dos (poucos) panfletos do PCO, mas calar quem se opõe à pilhagem do Estado, da Nação e da classe trabalhadora.


O PCO tem sido sistematicamente perseguido pela burguesia, pelos tribunais, pelos policiais e pelo imperialismo. Rui e outros companheiros são investigados por terrorismo e racismo ao defenderem a resistência palestina, investigados por denunciarem o estupro da Constituição por parte do Supremo Tribunal Federal e a perseguição judicial feita contra todos, tanto contra Lula quanto contra Bolsonaro.


Apenas o lobby sionista, representado pela Conib e similares, apresentou dezenas de denúncias contra o PCO e seu presidente por conta das suas posições em defesa do povo palestino, de denúncia do genocídio, do assassinato de crianças e pela sua defesa do direito dos povos de resistir à ocupação por todos os meios, algo que até o limitado “direito internacional” reconhece.


Nosso Partido é um partido de princípios, nem o mais rampeiro analista nega isso. O partido defendeu a liberdade de Cesare Battisti, de Lula, de Bolsonaro, de deputados presos como José Dirceu e Daniel Silveira.


Defendemos o direito de falar de comediantes e jornalistas, de amigos e inimigos. Defendemos o direito de associação e de greve para todos, de carteiros a metalúrgicos e até mesmo policiais e militares, corporações que consideramos inimigas naturais da classe trabalhadora.


Um peso, uma medida. Princípios e doutrina política. Coerência e constância. Fazendo muito com quase nada. É disso que é feito o Partido da Causa Operária, organização fundada durante a ditadura militar e que milita todos os dias, não apenas na eleição.


Essa perseguição implacável é o maior elogio que poderíamos receber. Os ataques dos inimigos de classe, dos inimigos do Brasil, dos inimigos das liberdades individuais não mentem.


A Polícia Federal não invade a casa de quem não incomoda, de quem é a oposição consentida ao que aí está. Nenhum partido pretensamente revolucionário é tratado como nós somos.


A todos os cidadãos livre-pensantes, a todos os partidos, organizações e pessoas que defendem os direitos democráticos e individuais, fazemos um chamado: repudiem em alto e bom som o que está sendo feito.


Chamamos todos a se juntarem nessa luta, ao lado do verdadeiro partido antissistema, e a repudiar essa covarde agressão.


Executiva Nacional do Partido da Causa Operária


11 de agosto de 2026"

 
 
 

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