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Pedro Fernandes sai de 'casa' para o sistema prisional


Acusado de implementar e gerir um esquema criminoso de desvios de recursos públicos destinadas a pessoas de baixa renda e a idosos, o ex-secretário de Educação do estado, Pedro Fernandes, foi preso nesta quarta-feira e transferido para o sistema prisional do Rio de Janeiro. A ex-deputada Cristiane Brasil, filha do presidente do PTB, Roberto Jefferson, também acusada da mesma prática na Fundação Estadual Leão XIII, se encontra presa desde 11 de setembro.

Pedro Fernandes estava em prisão domiciliar há 20 dias por ter apresentado na ocasião um exame positivo para Covid-19. A mudança de regime prisional foi determinada pela juíza Ana Helena Motta, da 26ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que alegou que o o exame de Covid-19 havia sido feito no dia 6, com resultado no dia 8, sendo que o prazo de 14 dias de quarentena passou, e o ex-secretário continuou em sua casa.

"Os laudos apresentados pela defesa não indicam que o ex-deputado estadual e secretário de Educação continue infectado com a Covid-19", informou o MP-RJ por meio de nota, alegando que, por isso, foi pedida a sua transferência para o sistema prisional.

Pedro Fernandes é da 3ª geração de políticos da família e atuou com os prefeitos do Rio, Cesar Maia e Marcelo Crivella, e os governadores Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel.

Alvos da Operação Catarata 2, Pedro Fernandes e Cristiane Brasil teriam desviado R$ 30 milhões dos cofres públicos. Segundo o MPRJ, Pedro recebia como propina 20% do valor de contratos assinados com fornecedores da fundação de assistência social do estado.


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