Pelo 2º ano seguido, carnaval de Veneza nem de máscaras


(Reprodução)

Em fevereiro, as ruas de Veneza normalmente estão lotadas de foliões e turistas fantasiados e mascarados – neste ano, no entanto, o famoso carnaval da cidade não será tão movimentado.

Neste domingo (7), um pequeno grupo de pessoas fantasiadas e mascaradas que compareceu à Praça de São Marco respeitando o distanciamento social é uma boa representação da folia italiana neste ano: com poucas pessoas e sem aglomeração.

Pelo segundo ano consecutivo o carnaval da cidade construída sobre as águas foi cancelado por conta da pandemia da Covid-19. Mesmo em pequenos números, casais suntuosamente vestidos passearam em torno dos pontos turísticos da cidade.

"É totalmente surreal. O que mais me impressiona é o silêncio. Você sempre pôde ouvir música durante o carnaval, as pessoas se divertindo. Mas Veneza no nevoeiro – ainda é um lugar mágico", disse à agência AFP a italiana Chiara Ragazzon, uma secretária de 47 anos.

Ela e seu marido viajaram cerca de 50 quilômetros para visitar a cidade. Diante de uma queda no número de casos e mortes pela Covid-19, a Itália relaxou suas restrições sociais na segunda-feira (2), permitindo maiores liberdades de deslocamento entre as regiões.

Veneza está entre as áreas agora sob a categoria "amarela" de baixo risco - mas os residentes ainda não têm permissão para viajar para fora da região.

Antes da pandemia, o carnaval trazia cerca de 70 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões) para os cofres de Veneza, que recebia mais de meio milhão de turistas durante os dias da festividade.

A associação de artesãos locais lançou uma campanha de descontos nas máscaras e fantasias para incentivar os moradores a participarem das festividades deste ano, na ausência de visitantes estrangeiros.

"Carnaval de Veneza – mascarado... E com máscaras", diz o slogan, em referência às máscaras faciais contra a Covid-19.


Coletânea de máscaras de carnaval em loja de Veneza (Reprodução)

Apesar da melancolia com a ausência das festas, o diretor da associação, Gianni De Checchi, enxerga na situação uma oportunidade para os moradores recuperarem uma cidade onde o turismo excessivo trouxe consigo uma série de efeitos negativos, desde poluição até um aumento excessivo no preço de imóveis e aluguéis.

"É uma oportunidade para os venezianos se reapropriarem e redescobrirem sua cidade", disse De Checchi.

A Itália é o oitavo país do mundo em número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia (2,6 milhões) e o sexto em número de mortos (91.273), de acordo com dados registrados neste domingo (7) no mapa da Covid-19 da Universidade de Johns Hopkins.


Com a Sputnik

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