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Pesquisa resgata memória do Sambaqui Camboinhas e Duna Pequena

  • 6 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

A Região Oceânica vai resgatar a memória do mais antigo patrimônio arqueológico da cidade de Niterói. Está em andamento a pesquisa de recadastramento e demarcação do Sambaqui Camboinhas e Duna Pequena, realizada pelo Museu de Arqueologia de Itaipu (MAI) em parceria com a UERJ, Museu Nacional/UFRJ, UFF e Fiocruz.

Foto: NuPAI-UERJ / Redes Sociais

O trabalho está sendo conduzido pela arqueóloga Michelle Mayumi Tizuka, coordenadora de campo, e pelo arqueólogo e professor do DArq/UERJ e coordenador do NuPAI/UERJ Anderson Marques Garcia, que organizaram a pesquisa nos moldes de um sítio-escola, com participação de alunos de graduação de Arqueologia da instituição.


Localizados na área remanescente de restinga próxima à Laguna de Itaipu, o Sambaqui Camboinhas e a Duna Pequena integram, junto com a Duna Grande, um amplo território arqueológico. As primeiras sondagens em subsolo ali realizadas para delimitar os sítios em extensão e profundidade revelaram uma camada arqueológica rica em restos de fauna aquática e terrestre; artefatos produzidos com pedras, vértebras e conchas; corantes naturais, estruturas de fogueiras pré-coloniais e aglomerados de conchas.

Arquivo / Revista de Arqueologia

Dados de uma pesquisa anterior, realizada no final dos anos 1970 e início dos 80, indicam que os sambaquieiros habitaram esse local há pelo menos 5 mil anos, e que eram pescadores-coletores. Uma de suas mais interessantes características era trabalhar materiais trazidos de fora, tais como o quartzo, apropriados para a confecção de artefatos, sempre utilizando esses recursos de forma sustentável, com produção mínima de resíduos. Estas e outras informações poderão ser melhor investigadas em etapas posteriores da pesquisa.

Foto: NuPAI-UERJ / Redes Sociais

A primeira etapa, focada no recadastramento, está sendo realizada de forma independente, sem nenhum tipo de financiamento. Segundo a coordenadora Michelle Tizuka, isto só foi possível porque a Região Oceânica conta com uma rede de coletivos e parceiros empenhados na preservação do seu patrimônio histórico, cultural e ambiental.


 
 
 

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