Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da Colômbia


(Reprodução)

Em seu discurso ao tomar posse neste domingo (7) como o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, Gustavo Petro ratificou o apoio de seu governo à paz e que é preciso mudar a política de combate às drogas. Também disse que uma das prioridades do seu governo será enfrentar a fome e a redução da desigualdade social no país de 50 milhões de habitantes, onde quase metade da população vive em algum tipo de pobreza. "Somos uma das sociedades mais desiguais em todo o planeta. É uma aberração que não pode continuar", disse Petro.

"Trabalharei para alcançar a paz verdadeira e definitiva, como ninguém, como nunca antes", disse o novo chefe de Estado, assegurando que seu governo cumprirá o Acordo de Paz e seguirá "à risca" as recomendações do relatório da Comissão da Verdade. "Temos que acabar de uma vez por todas com seis décadas de violência e conflito armado", afirmou, em referência a grupos guerrilheiros.

A cerimônia de posse de Petro, com cerca de 100 mil pessoas, contou com a presença de figuras próximas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT) - coordenador do programa de governo do petista - e o líder social Guilherme Boulos (PSOL). O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu vice, Hamilton Mourão (Republicanos), decidiram não ir. O país foi representado oficialmente na ocasião pelo chanceler Carlos França.

Na véspera da posse, durante entrevista coletiva concedida na noite de sábado (6), Gustavo Petro não escondeu sua torcida para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras de outubro deste ano. Petro mandou um recado para o Brasil ao ser questionado por jornalista da Folha de S. Paulo sobre as eleições de outubro.

"Que vença Lula", disse o líder do Pacto Histórico.

A boa relação de Petro e Lula não é novidade. Quando o colombiano foi eleito, o brasileiro fez questão de felicitar "calorosamente" a ele e à vice-presidente Francia Márquez.

Márquez, inclusive, esteve no Brasil na semana anterior à da posse e fez questão de se encontrar com Lula. A colombiana também se reuniu com movimentos sociais, em especial de mulheres negras.


Com a Sputnik

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