top of page

Petrobrás aumenta preço da gasolina para as distribuidoras


(Reprodução)

A Petrobrás anunciou nesta terça-feira (24) um aumento no preço médio de venda de gasolina A parta as distribuidoras. O preço passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro - um reajuste de 7,47% ou de R$ 0,23 por litro -, a partir desta quarta-feira (25),


“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba”, diz a nota da companhia.


No dia 7 de dezembro, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, redução de R$ 0,20 por litro.


Segundo a empresa, esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, “que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.


A política de preços de combustíveis deve sofrer mudança a partir da assunção de Jean Paul Prates, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na presidência da Petrobrás. Prates precisa passar por etapas para ter seu nome aprovado em assembleia para assumir a presidência da estatal. 


Nota da FUP: 'Alerta'

Em nota divulgada em seu portal na internet, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) faz um alerta sobre o reajuste da gasolina. Intitulada "nota sobre medidas adotadas pela gestão bolsonarista na Petrobrás", o documento chama a atenção para o fato de que Prates "não teve qualquer participação" nesse reajuste da gasolina, e diz que " a gestão bolsonarista da empresa continua definindo os preços dos combustíveis no Brasil".


Veja a nota na íntegra:


"O reajuste dos preços dos combustíveis é uma iniciativa da área comercial da Petrobrás que tem que ser aprovado pelo presidente da empresa, em conjunto com o diretor de investimentos e o diretor do refino. Como Jean Paul Prates ainda não assumiu o comando da empresa, ele não teve qualquer participação nesse processo.


O fato é que, assim como a gestão bolsonarista da empresa continua com as negociações para privatização de mais ativos da companhia, com a distribuição abusiva de mega dividendos para acionistas, também continua definindo os preços dos combustíveis no Brasil.


O mercado e a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) diziam que a defasagem da gasolina era de 14% e do diesel 9%. Agora que passaram as eleições, estão buscando tirar essa defasagem, devido à pressão dos acionistas minoritários, e colocar a culpa no novo governo, que ainda não conseguiu assumir a gestão da Petrobrás como acionista majoritário e controlador que é."

bottom of page