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Petrobras reduz em R$ 0,44 valor do diesel e em R$ 0,40 o da gasolina

A Petrobras acaba de anunciar a redução em R$ 0,44 por litro do preço médio do diesel para as distribuidoras, que passará de R$ 3,46 para R$ 3,02. Já o preço médio da gasolina será reduzido em R$ 0,40 por litro, passando de R$ 3,18 para R$ 2,78 - valor pago pelas distribuidoras.

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Em nota, a Petrobras destaca que o valor cobrado ao consumidor final nos postos é afetado por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda.


"A Petrobras recupera sua liberdade de estabelecer preços. Nos alforriamos de um único e exclusivo fator, que era a paridade", afirmou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates à imprensa, em Brasília.


"Era hora de abrasileirar os preços dos combustíveis", avaliou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacando que hoje é um dia de festa para o governo e para a sociedade.


Gás de cozinha


A Petrobras anunciou também uma redução de 21,3% no preço médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP).

Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira / Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A partir desta quarta-feira (17/5), a Petrobras venderá o botijão de 13 quilos de GLP às distribuidoras por um valor, em média, R$ 8,97 inferior ao atual. Se as distribuidoras repassarem a economia integralmente ao consumidor final, o botijão poderá chegar às residências pelo preço médio de R$ 99,87.


“Esta é a melhor notícia. Baixamos [o preço do botijão] de R$ 100”, comentou Prates logo após se reunir com o ministro de Minas e Energia. De acordo com o presidente da Petrobras, esta é a primeira vez, desde outubro de 2021, que o preço do botijão de gás vendido às distribuidoras cai abaixo dos R$ 100.

Falsas promessas de Bolsonaro-Guedes

Em julho de 2019, o governo Bolsonaro lançou o Programa do Novo Mercado de Gás. Com o projeto, o governo quebrou o monopólio da Petrobrás e prometeu mais eficiência no setor e fazer o que o então ministro da Economia, Paulo Guedes, apregoava como “choque de energia barata”. E vendeu a rede de gasodutos para o capital privado, principalmente com participação de fundos de investimentos estrangeiros.


"Isso vai derrubar o preço do gás. Tem gente muito boa que estima em até 40% em dois anos a queda do gás natural. Nós temos certeza que o gás vai cair", disse Guedes na ocasião, prometendo ainda que a quebra do monopólio atrairia "novos players para o mercado", o que, ainda segundo ele, "traria mais investimentos para o Brasil" e ampliaria a rede de gasodutos, considerada pequena para o tamanho do país. "Com mais concorrentes e dutos, o preço do gás tende a cair", dizia o governo.


Na prática, as promessas não se concretizaram e a Petrobrás passou a pagar cerca de R$ 3 bilhões ao ano para utilizar os gasodutos da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), empresa que dava um lucro de R$ 4,9 bilhões ao ano para a estatal e foi vendida por cerca de R$ 36 bilhões mesmo sabendo que iria aumentar a produção, ou seja, ia precisar ainda mais dos gasodutos para distribuir petróleo e gás.


Essa “lógica” fez parte da estratégia do governo federal, que teve início no governo golpista de Michel Temer (MDB) e se aprofundou com Jair Bolsonaro (PL), de transformar a Petrobrás apenas numa empresa produtora de petróleo, saindo de negócios como o mercado de gás, das refinarias e do transporte, pondo fim ao slogan utilizado até então: “do poço ao posto”.


Com a Agência Brasil

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