Petrobras segue EUA e aplica sanções à Venezuela


Navio-tanque iraniano chegando, em 25 de maio, para abastecer a Venezuela, em crise (Imagem/Reprodução)

Em um comunicado oficial da empresa expedido nesta sexta-feira (12), a Petrobras anunciou que não contratará nenhum navio-tanque que tenha visitado a Venezuela nos últimos 12 meses, sinalizando adesão às sanções dos EUA à nação latino-americana.

Os EUA impuseram este ano uma lista negra de petroleiros e companhias de navegação por seus negócios com a Venezuela, buscando drenar as receitas do petróleo que sustentam o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Washington destacou que poderia adicionar tais embarcações e empresas à sua lista de sanções, uma medida que poderia atrapalhar o comércio marítimo ao aumentar drasticamente as taxas dos navios-tanque.

"Recentemente reforçamos aos nossos fornecedores que não aceitaríamos ofertas de navios que operaram na Venezuela durante o período de sanções [12 meses]", confirmou a estatal brasileira em uma resposta por e-mail à agência Reuters.

A Petrobras adicionou linguagem específica a seus contratos de remessa para evitar a contratação de navios em desacordo com os regulamentos do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA, prosseguiu o mesmo comunicado da Petrobras.

Sob o presidente Jair Bolsonaro, que se descreve como um admirador do presidente dos EUA, Donald Trump, o Brasil e sua empresa produtora de petróleo controlada pelo Estado se distanciaram da Venezuela.

As petrolíferas dos Estados Unidos estão entre as maiores do mundo: a Exxon Mobil é a gigante número 1 e a Chevron, a 3a. A venezuelana PDVSA é a terceira maior da América Latina, atrás da Petrobras (8a do mundo) e da mexicana Pemex.

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