Petroleiro russo chega a Cuba; Moscou garante apoio à Havana
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Da Telesur, com a RT
O petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou a Cuba, onde aguarda descarregamento no porto de Matanzas, informou nesta segunda-feira (30) o Ministério dos Transportes da Rússia.
A embarcação transporta aproximadamente 100 mil toneladas de petróleo classificadas como ajuda humanitária, em um contexto marcado por uma grave crise energética que afeta a ilha caribenha.
De acordo com as informações divulgadas, a carga navegou sob bandeira russa e sem escolta militar. Também foi detalhado que o petroleiro foi inicialmente acompanhado por um navio de guerra da Marinha Russa durante a travessia do Canal da Mancha. No entanto, após entrar no Atlântico, a embarcação prosseguiu sua viagem de forma independente até chegar a Cuba.
Esta operação representa, segundo relatos, a primeira chegada de um petroleiro à ilha em três meses. A medida ocorre após os Estados Unidos pressionarem a Venezuela e o México a reduzirem ou interromperem o fornecimento de energia a Cuba. Como resultado, a ilha não recebe petróleo desde 9 de janeiro, uma interrupção que levou a uma deterioração contínua do sistema energético e a dificuldades para a população, que depende do combustível para serviços essenciais e para o funcionamento da economia.
Também foi observado que o México fez o último carregamento, mas depois interrompeu o fornecimento a Cuba “devido à pressão de Washington”. Essa série de cortes deixou Cuba vulnerável a um agravamento de sua situação energética, impactando tanto o abastecimento diário quanto a capacidade de geração de eletricidade e atividades produtivas.
A “Solidariedade Inabalável” de Moscou
Da Rússia, o incidente com o petroleiro é enquadrado em um discurso de apoio político e cooperação com Cuba. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou está preocupada com o aumento das tensões em torno da ilha e garantiu que manterá uma posição de solidariedade com o governo cubano.
Posteriormente, o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, reiterou o apoio de Moscou e explicou que as autoridades russas estão discutindo mecanismos para ajudar Cuba no que ele descreveu como uma situação difícil. "Estamos em constante diálogo com a liderança cubana e, naturalmente, discutindo como ajudar a ilha nesta situação difícil", afirmou, enfatizando que as medidas seriam discutidas com os seus homólogos cubanos.
Mais tarde, o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, reiterou o apoio de Moscou e explicou que as autoridades russas estão discutindo mecanismos para ajudar Cuba no que ele descreveu como uma situação difícil. "Estamos em diálogo constante com a liderança cubana e, claro, estamos discutindo como ajudar a ilha em uma situação tão difícil", afirmou, enfatizando que as medidas seriam discutidas com seus homólogos cubanos.
"Estamos satisfeitos que este carregamento de derivados de petróleo esteja chegando à ilha, ou melhor, que já tenha chegado", indicou o porta-voz. Peskov observou que Cuba está "sob um bloqueio muito severo" e precisa de derivados de petróleo e petróleo bruto "para o funcionamento dos sistemas de suporte à vida no país, para gerar eletricidade, para fornecer serviços médicos e outros serviços à população".
Em declarações anteriores, o porta-voz também indicou que a Rússia está preparada para fornecer "toda a assistência possível" e especificou que as questões estão sendo tratadas por meio de negociações com as autoridades cubanas.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também expressou sua profunda preocupação com o aumento das tensões em torno de Cuba e reiterou seu apoio ao governo cubano e ao seu "povo irmão" diante do bloqueio e da pressão dos EUA. Em sua declaração, Moscou afirmou que a nação enfrenta "desafios sem precedentes" relacionados ao embargo comercial, econômico, financeiro e, mais recentemente, energético.
Nesse sentido, a Rússia enfatizou o conceito de "solidariedade inabalável", considerando o fornecimento de petróleo e a cooperação logística como parte da resposta a uma situação agravada por decisões externas e restrições prolongadas.
O impacto imediato do carregamento
Enquanto o petroleiro Anatoli Kolodkin aguarda o descarregamento em Matanzas, o carregamento de ajuda humanitária se configura como um alívio imediato para Cuba. No entanto, a verdadeira extensão do impacto dependerá do momento da recepção, processamento e distribuição do combustível dentro de um sistema que vem enfrentando pressão acumulada desde janeiro.
Com essa chegada, a Rússia se posiciona mais uma vez como um ator fundamental na resposta humanitária e energética, em um momento em que a ilha busca manter os serviços essenciais e reduzir os efeitos da escassez.









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