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PF apreende fuzil e submetralhadora em ação contra atos golpistas

  • 15 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

(Foto: Divulgação/PF)

Ao menos 15 armas, incluindo um fuzil, um rifle com luneta e uma submetralhadora, além de munições, foram encontradas pela Polícia Federal durante a operação realizada nesta quinta-feira (15) que mira apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) suspeitos de promover ou financiar atos golpistas contra o resultado das eleições.


As buscas e apreensões são cumpridas no Distrito Federal e nos estados de Santa Catarina, Paraná, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Mais de 100 mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou também o bloqueio de conta e a quebra do sigilo bancário dos investigados, cujos nomes não foram divulgados.


Na mira da operação estão suspeitos de organizar bloqueios em rodovias após o final do segundo turno das eleições presidenciais, além de atuação de milícias digitais em atentados contra o Estado Democrático de Direito e manifestações em frente a prédios militares em prol de Bolsonaro e de uma intervenção federal.


A operação ocorre três dias após apoiadores de Bolsonaro realizarem violentos protestos em Brasília, com queima de ônibus e carros, depredação de prédios públicos e tentativa de invasão da sede da Polícia Federal. Na quarta-feira (14), durante um evento do STF, Moraes afirmou que "ainda tem muita gente para prender".


A declaração foi dada em referência aos protestos contra o resultado das eleições, após o ministro Dias Toffoli, do STF, citar que nos Estados Unidos 964 pessoas foram presas e acusadas de crimes por envolvimento na invasão ao Capitólio, realizada em 6 de janeiro de 2021, por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, durante uma sessão no Congresso que confirmava a vitória de Joe Biden na disputa pela Casa Branca. A invasão foi considerada um ataque à democracia dos EUA, resultando na prisão dos envolvidos.


Ação de Lula

Uma das prioridades do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) logo após tomar posse será dispersar os acampamentos instalados em frente a prédios militares, onde manifestantes pedem por uma intervenção federal.


Segundo noticiou a Folha de S. Paulo, quarta-feira (14), comandantes das unidades onde se encontram acampamentos já se preparam para receber a ordem de dispersão logo após a posse de Lula, em 1º de janeiro. De acordo com o jornal, a expectativa em torno da ordem foi sinalizada por superiores dos comandantes das unidades, que estão em contato com José Múcio Monteiro, nomeado futuro ministro da Defesa pelo governo eleito.


Lula já expressou queixa em relação aos acampamentos em duas ocasiões. A primeira foi na última terça-feira (13), em discurso na cerimônia de encerramento dos trabalhos da equipe de transição. Na ocasião, Lula citou o presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando que ele ainda não reconheceu sua derrota e afirmando que Bolsonaro estimula os protestos por intervenção.


Com a Sputnik

 
 
 

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