PF apreende R$ 1,3 milhão em operação contra desvios na Codevasf


Dinheiro apreendido na operação da PF contra fraudes na Codevasf, nas mãos do Centrão (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20) uma operação, no Maranhão, que investiga fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo contratos da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), órgão federal entregue a políticos do Centrão durante o governo Jair Bolsonaro (PL) em troca de apoio no Congresso. O órgão foi turbinado por bilhões de reais em emendas parlamentares nos últimos anos.

Foram apreendidos cerca de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo escondido na residência de um dos investigados e cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. O empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido pela alcunha de "Imperador" e tido como sócio oculto da empreiteira Construservice, um dos alvos da operação, foi preso em casa.

O dinheiro, apreendido em um dos endereços de busca na capital maranhense, estava escondido em vários cômodos da casa, inclusive em um cofre. Devido ao grande volume de notas de R$ 100, R$ 50 e de valores menores, os agentes tiveram que levar ao local uma máquina para contar o montante. Foram apreendidos também relógios de luxo e bolsas de marca.

De acordo com as investigações, a Constuservice se valeu de empresas de fachada e uso de laranjas para participar de licitações públicas na gestão de Bolsonaro, que sempre negava corrupção em seu governo até estourar os escândalos das vacinas, no Ministério da Saúde, e dos pastores, no Ministério da Educação. A empreiteira praticamente triplicou o recebimento de valores durante o atual governo, iniciado em 2019, conforme informou a Folha de São Paulo.

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