PF reafirma que presidente cometeu crime em vazamento


(Foto: Isaac Nóbrega/PR)

A delegada da Polícia Federal (PF) Denisse Ribeiro enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a conclusão das investigações sobre o vazamento de inquérito sigiloso da PF acerca do ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o TODA PALAVRA já havia informado, a delegada reafirmou em seu relatório que tanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto o deputado federal bolsonarista Filipe Barros (PSL-PR), bem como o ajudante de ordens da Presidência da República, tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, cometeram crime em divulgação de dados sigilosos de investigação, atuando com o objetivo de espalhar informações falsas sobre as urnas eletrônicas para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.

No documento, Denisse Ribeiro minimizou a ausência de Bolsonaro no depoimento marcado para a última sexta-feira (28), dizendo que não trouxe prejuízo aos esclarecimentos dos fatos.

Com a conclusão das investigações em mãos, Alexandre de Moraes encaminhou o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR) e vai aguardar a manifestação do órgão para então decidir se abre, ou não, uma ação penal contra o chefe do Executivo e os demais envolvidos no vazamento.

No despacho enviado hoje à PGR, Moraes afirmou que Bolsonaro vazou o inquérito "por meio de perfis verificados nas redes sociais, com o objetivo de expandir a narrativa fraudulenta contra o processo eleitoral brasileiro, com objetivo de tumultuá-lo, dificultá-lo, frustrá-lo ou impedi-lo, atribuindo-lhe, sem quaisquer provas ou indícios, caráter duvidoso sobre a lisura do sistema de votação no Brasil".

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, criticou Bolsonaro pelo vazamento. Segundo ele, a iniciativa dele 'auxilia milícias digitais'.

"Faltam adjetivos para qualificar a atitude deliberada de facilitar a exposição do processo eleitoral brasileiro a ataques de criminosos", disse Barroso.

Em 4 de agosto do ano passado, Bolsonaro, Barros e o assessor do Planalto divulgaram em live detalhes de inquérito que apurava a divulgação de uma investigação sigilosa aberta em 2018 sobre um ataque hacker no sistema do TSE.

Segundo o tribunal, o ataque hacker investigado na ocasião não comprometeu a segurança das eleições daquele ano.

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