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PF detona esquema de migração ilegal para os EUA que usa crianças


Dólares e reais apreendidos durante operação da Polícia Federal (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira (5), para cumprir sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão contra um grupo criminoso especializado em levar brasileiros ilegalmente para os Estados Unidos usando crianças para conseguirem entrar no país.


Os interessados pagavam até US$ 25 mil (cerca de R$ 125 mil) para os "coiotes" - criminosos que promoviam a viagem -, para terem a chance de atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos.


Mais de 250 brasileiros, dos quais cerca de 100 menores de idade, teriam imigrado através de um esquema conhecido como “cai-cai”, quando o imigrante ilegal é detido ou se entrega para agentes do Departamento de Proteção de Proteção de Fronteiras americano. O uso de crianças na ação é para facilitar a permanência nos EUA, já que os acusados respondem ao processo em liberdade, por causa da dificuldade de acomodação das crianças levadas ilegalmente. A partir daí, o imigrante sem papéis pode ser liberado para responder ao processo em liberdade condicional, ou fica detido à espera da deportação.


Segundo a PF, além dos riscos da travessia, onde os imigrantes são expostos aos perigos do deserto e às ações de criminosos no trajeto, também foram apuradas ameaças aos familiares que não pagavam as quantias acordadas.


Fuga

Em território norte-americano, os imigrantes ilegais que conseguem escapar das autoridades de imigração ainda precisam viver escondidos sob a mira de governos como o do governador da Flórida, Ron De Santis, que recentemente endureceu as leis locais punindo, inclusive, quem transporta imigrantes sem documentos.


Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 2ª Vara da Justiça Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais. A PF disse que também bloqueou aproximadamente R$ 26 milhões movimentados pelos criminosos. As buscas e apreensões ocorrem nas cidades de Engenheiro Caldas, Piedade de Caratinga e Belo Horizonte, em Minas Gerais; e Guarulhos, em São Paulo, por meio da operação Terminus-México.


Os integrantes da associação criminosa vão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, inclusive de criança ou adolescente, e associação criminosa. Caso sejam condenados, podem pegar até 14 anos de prisão.


Com informações da Agência Brasil

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