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PF deve investigar Teroni por contratar seguranças ilegais


Os dois homens à esquerda (de costas e agachado), identificados como seguranças, trabalhavam sem uniforme

Os seguranças do Terminal Rodoviário João Goulart, flagrados em vídeo espancando dois rapazes no último sábado, trabalhavam de forma ilegal e podem levar e empresa Teroni, que administra a estação rodoviária desde 2007, a ser investigada pela Polícia Federal, responsável pela fiscalização da atividade de segurança privada. A denúncia partiu do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região, Cláudio José de Oliveira, anunciando que irá ao terminal nesta sexta-feira, junto com outros dirigentes sindicais, para pedir esclarecimentos sobre a atuação dos "supostos seguranças".

Segundo ele, a contratação de agentes que não seja feita através de empresa de segurança habilitada é ilegal e pode resultar em processo criminal contra a contratante e os contratados. "É crime! Quem contrata e quem faz segurança clandestina está cometendo crime", afirma o sindicalista. Segundo ele, o fato de os agentes estarem à paisana é um forte indício da ilegalidade, já que os seguranças profissionais devem trabalhar uniformizados.

"Está claro naquelas imagens que aquelas pessoas não têm a menor qualificação para trabalharem como agentes de segurança. Além de estarem sem o uniforme, que é obrigatório nesse trabalho, um vigilante profissional não faz aquilo que eles fizeram com os rapazes. Aquelas pessoas não são seguranças, nem vigilantes profissionais", disse Cláudio Oliveira.

O presidente do sindicato admite que a contratação de seguranças clandestinos pode induzir à prática da violência e da intimidação ao público, que deveria, ao contrário, ser protegido pelos agentes de fato. No vídeo divulgado pelo TODA PALAVRA a frequentadora do terminal que faz a gravação chega a chamar os agressores de milicianos. Segundo dados divulgados no site da Teroni, mais de meio milhão de pessoas passam diariamente pelo terminal, considerado o maior em movimento de passageiros da América Latina.



No sábado, 20/05, os jornaleiros Assis Augusto da Silva Neto e Marcelo dos Santos Paulista Filho, de 18 e 21 anos, respectivamente, entraram de bicicleta no interior do terminal para fazerem um lanche, depois de encerrarem o trabalho em uma banca de jornal da Rua Visconde do Rio Branco. Os seguranças que os agrediram foram identificados no boletim de ocorrência policial, registrado segunda-feira, 22/05, como Rômulo Costa e Mauro Júnior Muniz Bahiense.

Os funcionários da Teroni mandaram que eles parassem de circular de bicicleta no interior da estação. Segundo os jovens, a ordem foi imediatamente acatada, mas, mesmo assim, os seguranças iniciaram uma sessão de agressões com tapas, socos e chutes, conforme registrado no vídeo. Eles também arremessaram as bicicletas contra os jornaleiros, causando danos nos veículos e nos aparelhos celulares dos rapazes.

Procurado pelo TODA PALAVRA na quarta-feira, 24/05, o superintendente da SUTEM (Superintendência do Terminal Rodoviário e dos Estacionamentos das Praias da Região Oceânica), responsável pela fiscalização do João Goulart, Dejorge Patrício, informou que os dois seguranças foram demitidos pela Teroni na segunda-feira, após ofício enviado pelo órgão fiscalizador, cobrando providências da empresa.

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