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PF encontra ordem de Bolsonaro para disparo de fake news


(Foto: Isac Nóbrega/PR)

Em meio às investigações da Polícia Federal (PF) de diferentes inquéritos sobre o governo Bolsonaro, a PF encontrou – no âmbito da apuração que mira a pregação de um golpe de Estado por parte de alguns empresários – uma mensagem no celular do empresário Meyer Nigri um pedido do ex-presidente, Jair Bolsonaro, para que fake news fosse disparada.


De acordo com o G1, em mensagens enviadas pelo contato "PR Bolsonaro 8", que seria de um dos números do ex-presidente, traz ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), como também fake news sobre urnas, pesquisas e, por fim, a ordem: "Repasse ao máximo", destacada com caixa alta.


Após a ordem para disparar a fake news e os ataques a Barroso e outros ministros do STF e do TSE não nominados, Bolsonaro recebe uma resposta de Nigri. "Já repassei para vários grupos!". Ao se despedir do agora ex-presidente, o empresário envia "abraços de Veneza".


Na última segunda-feira (21), o ministro Alexandre de Moraes determinou que dois empresários permanecessem sob investigação: Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, e Luciano Hang, da Havan por fazerem parte de um grupo renomado de empresários que teriam ajudado a espalhar fake news sobre as eleições presidenciais, segundo a mídia.


Nos textos enviados pelo Whatsapp, os empresários apoiadores de Bolsonaro defenderam um golpe de Estado no Brasil caso Luiz Inácio Lula da Silva vencesse a eleição presidencial.


Ainda na mesma investigação sobre a suposta tentativa de golpe, a qual resultou na CPI do 8 de janeiro, cada vez que a PF realiza uma operação como parte dos inquéritos relacionados à CPI, pipocam boatos de que os alvos farão delação premiada e poderão incriminar Jair Bolsonaro.


Essas delações não se confirmaram, mas fontes da PF confirmaram à mídia que estão avançando rápido nas negociações com um grupo específico de alvos: servidores do Ministério da Justiça e da Polícia Rodoviária Federal envolvidos nas operações que a corporação realizou no dia do segundo turno das eleições de 2022, de acordo com o Globo.


Segundo investigadores, falta pouco para a assinatura de pelo menos três acordos que vão ajudar a desvendar até onde se estendeu a cadeia de comando da operação que realizou bloqueios nas estradas do Nordeste, em especial da Bahia, com a finalidade de prejudicar a movimentação de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.


Bolsonaro intimado a depor

A Polícia Federal intimou Bolsonaro a prestar depoimento na investigação sobre o caso. A defesa do ex-mandatário quer ter acesso aos autos da investigação antes de ele ser ouvido. O depoimento está previsto para o dia 31 deste mês.


No início deste ano, policiais federais iniciaram investigação no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. No aparelho, a PF encontrou uma minuta para um golpe de Estado no País com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e que previa estado de sítio "dentro das quatro linhas" da Constituição. O militar está preso desde maio após acusação de envolvimento em fraudes em cartões de vacina.


Em 30 de junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível por oito anos por ter acusado sem provas o sistema eleitoral brasileiro de não ter segurança contra fraudes. Em novembro do ano passado, o TSE multou o PL em R$ 22,9 milhões depois que o partido questionou a confiança das urnas eletrônicas.

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