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PF investiga alerta falso da Defesa Civil após invasão hacker

  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

(Print/Marcelo Brandão)
(Print/Marcelo Brandão)

A Polícia Federal iniciou uma investigação para descobrir a autoria e a extensão do ataque cibernético que disparou alertas públicos falsos em celulares de diversas regiões do país entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado (20).


Documento enviado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) à Polícia Federal aponta que duas contas vinculadas à Defesa Civil do Pará foram usadas para disparar dez alertas públicos falsos. A informação foi divulgada pelo Globo.


Os diferentes alertas chegaram a moradores de pelo menos sete capitais - Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) - além do Distrito Federal.


Somadas, essas cidades reúnem cerca de 30 milhões de pessoas. Além das capitais, também foram enviados alertas para outros municípios menores nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.


A principal linha de investigação aponta para um ataque hacker coordenado. A plataforma de envios do sistema Defesa Civil Alerta foi tirada do ar preventivamente.


Na madrugada de sábado, por volta de 1h30, uma notificação sonora foi enviada aos celulares da população pelo sistema da Defesa Civil na categoria de "alerta extremo" — normalmente reservada para desastres naturais iminentes. Além de uma sirene alta, a mensagem de texto continha apenas a palavra “misantropia” - termo que significa aversão ou ódio à humanidade.


Em entrevista coletiva nesse sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, esclareceu que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez diferentes notificações.


“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou Wolff.


O Cell Broadcast é a tecnologia que o sistema Defesa Civil Alerta utiliza para enviar mensagens de texto sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente para os celulares da população em áreas de risco. A tecnologia permite que os alertas cheguem de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de um aplicativo ou registro prévio.


De acordo com o secretário, o trabalho de investigação que está sendo realizado pela Polícia Federal junto à equipe técnica da Defesa Civil vai determinar se as mensagens foram enviadas por uma pessoa ou um grupo articulado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também está apurando o caso.


A suspeita é que a invasão tenha ocorrido na plataforma da própria Defesa Civil nacional, responsável por emitir os alertas.


Em nota, a Anatel informou que, ao que se sabe até o momento, “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.


Como funciona o sistema

O sistema da Defesa Civil foi criado para o envio alertas reais de desastres em áreas de risco iminente, como em caso de alagamentos ou outros eventos climáticos extremos que necessitem que a população seja alertada. Em setembro do ano passado, uma série de testes foram realizados durante a implementação do sistema.


Para receber as mensagens, não é necessário fazer cadastro prévio. Os alertas são enviados conforme a cobertura do sinal do celular nos aparelhos compatíveis com as redes 4G e 5G.


O alerta extremo é considerado pela Defesa Civil como o mais grave. Por ser considerado de urgência imediata, o alarme vai soar mesmo se o aparelho estiver no modo silencioso.


Com a Agência Brasil

 
 
 

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