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PF investiga ligação de intoxicação por metanol com crime organizado

  • 30 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou nesta terça-feira (30) que foi instaurado inquérito policial para investigar as circunstâncias envolvendo casos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol no estado de São Paulo. Subiu para cinco o número de pessoas que morreram intoxicadas.


A abertura de inquérito foi uma determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que anunciou a medida em entrevista coletiva nesta terça-feira (30).


“No momento as ocorrências estão concentradas no estado de São Paulo, mas tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo e, portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado. Isto atrai a competência da Polícia Federal”, disse Lewandowski, destacando que a adulteração e a distribuição de produtos adulterados constituem crimes previstos no Código Penal e no Código do Consumidor.


“Estamos diante de uma situação anormal, sem precedentes recentes na série histórica do Brasil. Com a colaboração entre os sistemas de saúde e justiça, além da vigilância ativa e do engajamento da sociedade, poderemos responder de forma rápida e eficaz a essa ameaça”, concluiu o ministro.


Segundo o delegado Andrei Rodrigues, a PF investiga, inclusive, a ligação com o crime organizado, supostamente o Primeiro Comando da Capital (PCC).


“Dentre as razões, a questão da interestadualidade [há indícios de distribuição fora do estado de São Paulo] e a possível conexão com investigações recentes que fizemos, especialmente no estado do Paraná, com outras duas de São Paulo, em razão de toda a cadeia de combustível, onde parte disso passa pela importação de metanol pelo Porto de Paranaguá”, explicou, referindo-se à Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal e forças policiais, que mira esquema do PCC no setor de combustíveis em São Paulo. Todos os casos confirmados até agora aconteceram na Grande São Paulo e na capital paulista.


O diretor da PF disse que a investigação dirá se há conexão com o crime organizado baseado em operações anteriores, e que o trabalho será integrado com a Polícia Civil de São Paulo.


“A gente vai buscar trabalhar de maneira integrada. São investigações que se complementam com investigações na parte administrativa, com investigação a cargo também da Polícia Civil de São Paulo”, disse.


Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.


Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).


Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:


  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;

  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);

  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;


É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.


Com a Agência Brasil

 
 
 

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