PF investiga se 'Dudu' era chefe de central de fakenews


Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) investigado no esquema das fakenews (Wison Dias)

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-bolsonarista, entregou à Polícia Federal documentos que comprovariam a participação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), chamado de "Dudu", como "chefe" de uma central de disseminação de notícias falsas e difamações contra adversários políticos desde 2018, inclusive com a utilização de IPs (protocolos de internet atribuídos a cada computador, como um endereço) envolvidos na distribuição de fakenews na web.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a Polícia Federal pediu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News acesso a todos as informações obtidas em suas investigações sobre a ação de grupos organizados para ataques nas redes sociais e para a disseminação de fakenews.

Faz um ano que se sabe, através das investigações feitas pela CPMI, que assessores de "Dudu" participavam de uma central de criação de memes e fakenews organizada por ele no gabinete do deputado estadual paulista Gil Diniz, conhecido como “Carteiro Reaça”. Um dos assessores é Sonaira Fernandes, agora candidata a vereadora em São Paulo, que ganhou do presidente Jair Bolsonaro um vídeo onde pede votos para ela.

"Rádio conservadora"

De acordo com a jornalista Bela Megale, do Globo, o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury confirmou em depoimento à PF, em 30 de setembro, que pediu a ajuda de Eduardo Bolsonaro para que apresentasse a ele pessoas ligadas a igrejas, para criar uma rádio conservadora. Fakhoury é um dos investigados no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a realização e financiamento de atos antidemocráticos.

O contato passado por Eduardo foi o do pastor RR Soares. Fakhoury disse que não procurou RR Soares, mas que conversou com alguns proprietários de rádios e tomou conhecimento de que o faturamento mensal é de cerca de R$ 1 milhão.

Otávio Fakhoury disse que a criação de uma rádio deixou de ser um projeto pessoal e passou a ser desenvolvido pelo Instituto Força Brasil, do qual é vice-presidente. O presidente da entidade é o coronel de Exército Hélcio Bruno de Almeida, cujo currículo o descreve como especialista em defesa e segurança com atenção no combate ao terrorismo. Em 21 de janeiro do ano passado, o coronel foi recebido no Palácio do Planalto pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, na ocasião, respondendo como presidente em exercício.

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