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PF prende golpista do 'perdeu, mané' e ladrão da bola de Neymar


(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (17) a oitava fase da Operação Lesa Pátria, resultado das investigações policiais que buscam identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos golpistas que resultaram na invasão e depredação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e da sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de janeiro.


Segundo a instituição, 32 mandados judiciais de prisão preventiva e 46 de busca e apreensão estão sendo cumpridos em dez estados: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul; Rondônia e São Paulo.


Entre os presos está a bolsonarista Débora Rodrigues dos Santos, flagrada pichando "perdeu, mané" na estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi presa em Paulínia (SP).


Também foi preso o bolsonarista Nelson Ribeiro Fonseca Junior, que furtou a bola autografada por Neymar que ficava exposta na Câmara dos Deputados.


Nessa quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, encerrou a análise de todos os pedidos de liberdade provisória feitos pelas defesas dos presos envolvidos nos atos golpistas. Ao todo, 294 pessoas (86 mulheres e 208 homens) seguem presas em Brasília. As que foram soltas, por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações, cumprem medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de se ausentar do estado e de portar arma.

(Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)

A primeira fase da Operação Lesa Pátria aconteceu em 20 de janeiro deste ano, para investigar supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.


Balanço

Tornada permanente, a ação da PF tinha resultado, até o último dia 7, quando foi deflagrada a sétima fase, no cumprimento de 29 mandados de prisão preventiva; três de prisão temporária e 109 de busca e apreensão.


Os números têm sido atualizados periodicamente e a PF deve divulgar, em breve, os dados mais recentes.


No total, já foram instaurados sete inquéritos para apurar os fatos e as responsabilidades: três específicos contra parlamentares que participaram dos atos, um contra financiadores, um contra autores intelectuais, um contra os executores materiais e outro contra as autoridades do Distrito Federal – o governador Ibaneis Rocha, que chegou a ser afastado do cargo; o ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres e o ex-comandante-geral da Polícia Militar, Fábio Vieira.


Além das prisões preventivas realizadas durante as diversas fases da Lesa Pátria, 2.151 pessoas suspeitas de participar dos atos já tinham sido presas entre os dias 8 e 9 de janeiro, no acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília.


Entenda

Depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e iniciaram uma série de acampamentos em frente a quartéis generais do país, pedindo golpe militar no país para depor o presidente eleito.


As manifestações culminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.


Com a Agência Brasil