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PF prende mais 5 por atos golpistas; 1 fugiu pulando janela


(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (20) a Operação Lesa Pátria com o objetivo de “identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos no 8 de janeiro, em Brasília, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por grupo que promoveu violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas instituições”.


A PF cumpriu cinco dos oito mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos alvos, Raif Gibran Filho, foi abordado em sua residência, mas pulou do segundo andar pela janela e fugiu, conforme publicou a Folha de São Paulo.


Um dos presos é Ramiro Caminhoneiro, que aparece em vários vídeos de convocação para participação nos ataques contra os três Poderes. Nas postagens, ele se apresenta também como organizador de caravanas de ônibus que levaram bolsonaristas para Brasília. Ele foi detido em São Paulo.


Outro preso é Renan Sena, ex-funcionário do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no governo Bolsonaro (PL). Detido em Brasília, ele é suspeito de organizar doações e solicitar valores via Pix para custear o acampamento no QG do Exército.


Outra detida é intérprete de libras Soraia Bacciotti. A bolsonarista também teria relação com a arrecadação de valores via Pix.


Já Randolfo Dias, preso em Minas Gerais, é acusado por atos golpistas no QG do Exército em Belo Horizonte e de incitar violência contra o presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.


O oito mandados de prisão preventiva e os 16 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.


“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, diz nota da PF.


A corporação informou ainda que a Operação Lesa Pátria tem caráter permanente, e que serão feitas atualizações periódicas sobre o número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.


A PF pede à população que colabore com os investigadores, caso tenha informações sobre a identificação de “pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos”.


As denúncias podem ser encaminhadas para o e-mail denuncia8janeiro@pf.gov.br.


Bolsonaro é investigado

Desde que o presidente Lula foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente.


As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, no último dia 8. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é apontado como principal incentivador dos atos antidemocráticos.


Quinta-feira (19), o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, autorizou mais uma ação judicial eleitoral - a décima sexta ação - contra o ex-presidente.


O procedimento, aberto a pedido da coligação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apura eventual abuso de poder político e econômico e pode levar Bolsonaro à inelegibilidade. A ação se refere a atos de campanha por Bolsonaro nas dependências do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada, no segundo turno das eleições de 2022.

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