PGR: Bolsonaro iniciou convocação dos atos golpistas


(Reprodução)

A mobilização para as manifestações pró-Bolsonaro de conteúdo golpista no 7 de Setembro não ocorreu de forma espontânea. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma entrevista do presidente Jair Bolsonaro, em 15 de agosto, foi que deu início às convocações dos atos antidemocráticos.

A informação foi revelada pelo Globo nesta sexta-feira (1º). A conclusão da PGR faz parte de um parecer enviado ao STF pedindo bloqueio das contas da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que são investigadas por suspeitas de financiarem a organização dos atos com ameaças às instituições e à própria democracia. O pedido de bloqueio foi atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“A princípio, a organização da realização de prováveis atos de ataque à democracia e às instituições iniciou-se com entrevista do presidente da República informando que haveria contragolpe aos atos entendidos como contrários a sua gestão, em 15 de agosto do presente ano”, escreveu a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

Os atos culminaram com discursos do próprio Bolsonaro, em Brasília e em São Paulo, com ataques às instituições e ameaças de golpe, chegando a dizer que não cumpriria mais ordens da Corte. Após reação da sociedade e a repercussão negativa que teve no Brasil e no exterior, Bolsonaro recuou da tentativa de golpe através da carta "à nação" redigida pelo golpista Michel Temer.

Apesar de envolver o nome do presidente, ele ainda não é formalmente investigado no inquérito sobre a organização dos atos, segundo apurou a TV Globo. Os alvos da investigação continuam sendo os principais aliados de Bolsonaro.

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