PGR e TCU acionados para investigar leite moça de Bolsonaro

Atualizado: Jan 28


(Foto: Isac Nóbrega/PR)

Os deputados do PSOL David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis protocolaram uma ação para que o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, abra investigação sobre os gastos de R$ 1,8 bilhão do governo Jair Bolsonaro com compras de alimentação.

Em documento protocolado no Tribunal de Contas da União (TCU), o senador Alessandro Vieira e os deputados federais Tabata Amaral e Felipe Rigoni também pedem investigação e argumentam junto ao tribunal que o aumento das despesas do governo fere o princípio da moralidade administrativa.

"Em meio a uma grave crise econômica e sanitária, o aumento de gastos é absolutamente preocupante, tanto pelo acréscimo de despesas como pelo caráter supérfluo de muitos dos gêneros alimentícios mencionados", diz um trecho da representação.

Fora do ar

Depois que vieram a público as despesas de R$ 1,8 bilhão com alimentação do governo Bolsonaro em 2020 - com gastos extravagantes como R$ 15 milhões em leite condensado e R$ 2,2 milhões em chicletes -, o Portal da Transparência do governo federal saiu do ar na noite desta terça-feira (26).

Nas redes sociais, além de denunciar a queda (temporária) do Portal, internautas mostraram revolta com os gastos de supermercado, com um aumento de 20% em relação a 2019 em plena pandemia e grande parte de funcionários trabalhando em home office. As extravagâncias incluem ainda bombons, de R$ 8,8 milhões, valor superior ao pago em arroz, de R$ 7,6 milhões; batata frita embalada, de R$ 16 milhões; R$ 1,2 milhão em pizza e R$ 6,2 milhões em massa de pastel.

A compra de leite condensado, que representa 7.200 latas por dia ao custo de R$ 6 cada uma, preço superior ao que é pago pelas donas de casa nos supermercados - o governo compra no atacado -, inspirou uma variedade de memes. Uma empresa que forneceu o leite condensado fica no subsolo de um prédio comercial em Brasília.

Mas além de virar piada, a reportagem-denúncia do site Metrópoles deve gerar investigações oficiais.






















Nesta quarta-feira (27), a CGU informou, por meio de nota, que o Portal da Transparência vem passando desde a terça por instabilidade, devido a um número alto de acessos.

"A Controladoria-Geral da União (CGU) esclarece que o portal da transparência do governo federal recebeu um volume de acessos muito grande, e fora do habitual, na tarde desta terça-feira, dia 26/1, o que gerou uma lentidão expressiva nas consultas feitas pelos usuários", informou, ressaltando que técnicos estão trabalhando para solucionar o problema.

O portal reúne dados sobre gastos do governo federal, como: salário de servidores, compras feitas por meio de licitações, despesas com viagens e pagamentos de emendas parlamentares.

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