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PGR envia ao STF parecer contrário a mandato remoto no Congresso

  • 3 de out de 2025
  • 2 min de leitura

O ainda deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)
O ainda deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à possiblidade de um parlamentar exercer mandato de forma remota.


A manifestação foi anexada nesta quinta-feira (2) ao mandado de segurança protocolado pela defesa do ex-deputado Chiquinho Brazão, mas também é visto como um recado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos.


"Como regra, o exercício do mandato parlamentar não prescinde da presença física do Deputado ou Senador nas sessões da respectiva Casa Legislativa”, afirmou Gonet.


Réu no Supremo pela acusação de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, Chiquinho Brazão está preso preventivamente desde março do ano passado.


Em abril deste ano, Brazão teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados por faltas às sessões da Casa.


No entendimento de Gonet, a Constituição definiu que a perda do mandato deve ser declarada no caso de deputados e senadores que faltarem a um terço das sessões ordinárias, exceto em situações de licença ou missão autorizada pelo Congresso.


Eduardo Bolsonaro

O parecer da PGR corrobora com a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que negou pedido do PL para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja nomeado como líder da minoria na Casa.


A indicação foi uma tentativa da oposição de livrar o deputado de faltas por não participar presencialmente das sessões da Casa. Líderes não são obrigados a registrar presença em plenário. Motta, contudo, afirmou que um parlamentar não pode exercer o mandato estando ausente do território nacional. "Não há nenhum precedente na Casa”, disse.


Eduardo está no Estados Unidos desde fevereiro e é acusado de fomentar as sanções comerciais do governo do presidente Donald Trump contra as exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky e a suspensão de vistos dos ministros da Corte e integrantes do governo federal.


Ao deixar o país, o parlamentar solicitou licença de 120 dias, que terminou no dia 20 de julho.

 
 
 

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