PGR pede abertura de inquérito para investigar Bolsonaro


(Carolina Antunes/PR)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira (2) a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro por suposto crime de prevaricação no caso das denúncias de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

O inquérito é para esclarecer se Bolsonaro prevaricou diante da denúncia, ou seja, se tomou ou não as medidas cabíveis.

Na última segunda-feira, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jorge Kajuru (Podemos-GO) e Fabio Contarato (Rede-ES) protocolaram uma notícia-crime contra o presidente da República, após o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, afirmarem ter levado pessoalmente a Jair Bolsonaro, em 20 de março, denúncias sobre graves indícios de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin e nenhuma providência foi tomada desde então.

Depois de as denúncias se tornarem públicas na semana passada, o governo afirmou que Jair Bolsonaro avisou o então ministro Eduardo Pazuello sobre as suspeitas. Só que o general foi exonerado no dia 23 de março, logo três dias após, e o contrato para a compra da vacina só foi suspenso nesta semana, mais de três meses depois da denúncia dos irmãos Miranda ser levada ao presidente.

O pedido de abertura de inquérito ocorre após a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, ter rejeitado pedido da PGR solicitando que investigações sobre o envolvimento de Bolsonaro ocorressem somente após as conclusões da CPI da Covid. O vice-procurador-geral Jacques Medeiros argumentava que seria “precoce” e desnecessário conduzir investigações concorrentes sobre os mesmos fatos. A ministra respondeu, entretanto, que a apuração da comissão não impede a atuação do Ministério Público Federal, que "não se vislumbra o papel de espectador das ações dos Poderes da República".

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