PGR: propina de Witzel passava pela primeira-dama


Governador afastado, Wilson Witzel, e a primeira-dama Helena Witzel (Reprodução)

Uma "caixinha de propina", abastecida por organizações sociais (OS) e outras empresas com contratos com o governo do estado, irrigava mensalmente os bolsos de agentes políticos, de acordo com a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) no âmbito das investigações da Lava Jato do Rio. Dessa "caixinha", segundo os investigadores, é que sairia a propina destinada ao governador Wilson Witzel por meio do escritório da primeira-dama Helena Witzel, que é advogada também do partido do governador, o PSC.

"Agentes políticos e servidores públicos da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro eram ilicitamente pagos de maneira mensal pela organização criminosa", afirmou a PGR, em nota.

Ainda segundo a PGR, a organização social Iabas, contratada pelo governo para gerir os hospitais de campanha para tratamento de pacientes infectados por Covid-19, seria uma das principais abastecedoras dessa "caixinha de propina".

Contratos firmados por entidades de saúde ligados a membros da organização criminosa, segundo a PGR, renderam pagamentos de R$ 554 mil ao escritório de Helena Witzel, entre agosto de 2019 e maio de 2020. "O escritório de advocacia da primeira-dama foi contratado para operacionalizar a prática de corrupção e posterior lavagem de capitais", informou a Procuradoria-Geral da República.

Wilson Witzel e sua mulher Helena Witzel foram denunciados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por corrupção em contratos do governo.

Além de Witzel e Helena, também foram alvos da denúncia o secretário Lucas Tristão, e os empresários Mário Peixoto, Alessandro Duarte, Cassiano Luiz, Juan Elias Neves de Paula, João Marcos Borges Mattos e Gothardo Lopes Netto.



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