PGR recebe notícia-crime contra Bolsonaro e filhos


Jair Bolsonaro e os filhos Flávio (01) e Eduardo (02) (Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre uma notícia-crime apresentada contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), no âmbito das investigações contra o chamado gabinete do ódio no Facebook. A PGR vai analisar se há elementos que justifiquem a abertura de um inquérito contra eles no STF.

Foram tiradas do ar 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram. As investigações da rede identificaram funcionários dos gabinetes do presidente, de Flávio e de Eduardo, além de outras pessoas ligadas aos deputados estaduais do PSL no Rio de Janeiro Alana Passos e Anderson Moraes, ambos ligados ao bolsonarismo.

Entre as páginas encontradas que faziam ameaças e espalhavam fakenews está o perfil "Bolsonaro News", comandada por Tércio Arnaud Thomaz, assessor especial do gabinete do presidente Jair Bolsonaro com direito a salário de quase R$ 14 mil e apartamento funcional em Brasília. Arnaud também já foi assessor do vereador do Rio, Carlos Bolsonaro, filho 03 do presidente.

A representação ao Supremo foi feita pela deputada Maria Pérpetua (PCdoB-AC), que afirmou que há "fortes indícios da prática de inúmeras ações delitivas supostamente praticadas pela família Bolsonaro e aliados, utilizando-se da rede mundial de computadores, para a prática de crimes como calúnia, difamação, injúria e ameaça “contra o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, além de agressões e ameaças contra o Poder Legislativo da União e os presidentes da Câmara [Rodrigo Maia] e do Senado [Davi Alcolumbre]”.

O ministro Alexandre de Moraes já autorizou a Polícia Federal a acessar dados da investigação do Facebook . O compartilhamento de dados servirá para abastecer as duas investigações ao mesmo tempo: o inquérito sobre atos antidemocráticos e o das fakenews, ambos sob a relatoria de Moraes no STF.

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