Piorou para Jefferson: PGR o denuncia por incitação a crimes


(Reprodução)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-deputado federal e presidente do PTB Roberto Jefferson por incitação ao crime e por homofobia e calúnia. A denúncia foi apresentada pela subprocuradora Lindôra Araújo, que acusa o político bolsonarista, que está preso no Rio de Janeiro desde 13 de agosto, inclusive de incitação a crimes contra a segurança nacional.

Na denúncia, Lindôra afirma que Jefferson "incentivou o povo brasileiro a invadir a sede do Senado Federal e a praticar vias de fato em desfavor dos senadores, especificamente dos que integram a CPI da Pandemia, com o intuito de tentar impedir o livre exercício do Poder Legislativo". Ainda de acordo com a subprocuradora, Jefferson também incentivou a população a "destruir, com emprego de substância explosiva, o prédio do Tribunal Superior Eleitoral" .

Na peça, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira passada, a subprocuradora detalha diversas entrevistas nas quais Jefferson estimulou a população a invadir o Congresso Nacional e a atacar instituições, como o STF.

Anteriormente, Lindôra havia defendido a conversão da prisão preventiva em domiciliar. A defesa de Jefferson alega que ele tem sérios problemas de saúde e sequelas do tratamento de câncer e de uma cirurgia bariátrica, e que, por esta razão, ele deveria cumprir prisão domiciliar.

A ordem de prisão, emitida por Alexandre de Moraes é decorrente do inquérito da milícia digital, que seria dividida em núcleos: de produção, de publicação, de financiamento e político, além da suspeita do uso de verba pública.

O ex-deputado, que já foi preso anteriormente pela condenação no mensalão, hoje é aliado do presidente Jair Bolsonaro e vinha veiculando com frequência vídeos com ataques às instituições e autoridades do Legislativo e do Judiciário.

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