PMs que emboscaram policial civil são presos no RJ


As marcas de tiros no carro do policial civil que foi emboscado pelos PMs, na Zona Oeste do Rio (Reprodução)

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam nesta quita-feira (17) um grupo de cinco policiais militares acusados de fazer uma emboscada para matar o policial civil inspetor Bruno Rodrigo da Silva Rodrigues, da 39ª DP, que investigava a ação deles na coação a comerciantes obrigados a vender uma marca de cigarros ilegal na Feira da Pavuna, Zona Norte do Rio. O inspetor foi alvejado por mais de 20 tiros quando chegava em casa, no bairro do Valqueire, na Zona Oeste, mas sobreviveu após se abrigar e reagir ao atentado.

De acordo com as investigações, que contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, a emboscada foi tramada por dois meses com o grupo de PMs pesquisando a rotina do inspetor e trocando informações em um grupo de Whatsapp chamado de "Amigos do Futebol". A execução ocorreu no dia 14 de abril.

Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro do inspetor sendo seguido pelos criminosos um dia antes do atentado.

Todos os denunciados foram incluídos em artigos do Código Penal que se referem a homicídio, qualificado por motivo torpe, por meio de emboscada e contra policial civil, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão. Foram apontados por crime de associação armada e crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Barros, da 39ª DP, “não são policiais militares, mas criminosos que se infiltraram na polícia militar”.

A operação, chamada de "Todos por Um", cumpriu ainda 15 mandados de busca e apreensão. Desse total, 13 são contra PMs, sendo um capitão e um tenente, que não tiveram a prisão decretada pela Justiça. Quatro armas foram apreendidas. Na casa do cabo Euclydes José do Prado Filho foi encontrada uma pistola Glock com kit rajada e numeração raspada.

“Nos chocou ver que PMs planejaram matar um policial porque ele estava investigando uma atividade criminosa. Estamos falando de um grupo estável, que não se reuniu ali para fazer uma coisa. Foram dois meses de monitoramento. Até na porta da delegacia onde ele trabalhava. Uma delegacia. Isso mostra a falta de limite, falta de temor. Se não damos essa resposta a Sociedade vai ficar à mercê de quem?”, questionou a promotora Carmen Eliza Carvalho.

Além dos cinco PMs, o informante do grupo, Sérgio Leonardo dos Santos Antônio, também foi preso nesta quinta. Todos tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Os policiais presos: cabo Sérgio Berbereia Basile (7º BPM); cabo Mauro Simões de Castro (7º BPM); sargento Fagner Alves da Silva (7º BPM); cabo Euclydes José do Prado Filho, o Dinho (do BPVE) e sargento Joamilton Tomaz Ribeiro (7º BPM) - deste, a perícia encontrou impressão digital na porta do veículo utilizado na emboscada (7º BPM).

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