Polícia busca responsável por exploração de paraguaios no RJ


Galpão estourado pela polícia, em Duque de Caxias, funcionava como fábrica clandestina de cigarros (Reprodução)

A Polícia Civil informou neste sábado (9) que busca o responsável pela fábrica de cigarros clandestina onde foram encontrados na sexta-feira 23 paraguaios trabalhando em regime análogo à escravidão em Duque de Caxias. Segundo a polícia, as máquinas usadas na fábrica estão sendo encaminhadas à Cidade da Polícia, sede das delegacias especializadas do Rio.

A previsão era que os estrangeiros retornassem ao Paraguai depois de sanados os trâmites legais.

A Polícia Federal informou, por meio da assessoria de imprensa, que abrirá um inquérito, junto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), para apurar a questão relativa ao uso de trabalho escravo dos estrangeiros.

A fábrica funcionava em um galpão localizado em Campos Elísios, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A maioria dos trabalhadores estava há três meses no Rio e ainda não tinha recebido qualquer pagamento pelo serviço. Desempregados no Paraguai, eles foram atraídos por proposta de trabalho para confecção de roupas com salário de R$ 3.500, mais R$ 500 de vale-alimentação e estadia gratuita no Rio de Janeiro. Eles viajaram até São Paulo, onde pegaram um ônibus até o endereço informado, que na verdade se tratava de uma fábrica clandestina de cigarros.

A ação contra a fábrica clandestina foi desencadeada pelo Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, em conjunto com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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