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Polícia Federal vai investigar irregularidades em acordos da Lava Jato


(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A pedido do corregedor nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, vai encaminhar à Polícia Federal uma determinação para investigar a origem e o destino do dinheiro oriundo dos acordos de delação e leniência firmados na Operação Lava Jato.


"O corregedor sugere a constituição de um grupo de trabalho para aprofundar análises e adotar medidas preventivas, inclusive sobre cooperação jurídica internacional. Além de concordar com tal proposta, enviarei o relatório da Corregedoria Nacional para análise da Polícia Federal, no tocante a possíveis crimes perpetrados acercar da destinação dos recursos financeiros manuseados pela 'Lava Jato'", disse Dino.


O ministro disse que o corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) considera e é "fato público e notório" que "houve descontrole gerencial e, por isso, ele pede que haja uma reflexão sobre os procedimentos atinentes ao depósitos [feitos à Lava Jato]".


"Se eu recebo um documento oriundo do CNJ hoje com a narrativa de crimes não é que eu possa, eu sou obrigado a mandar para a polícia judiciária para que ela proceda a investigação", explicou. Ele disse que recebeu nesta segunda-feira um ofício do ministro Luís Felipe Salomão, sobre os indícios de irregularidades. "São as duas providências que eu devo adotar no dia de amanhã. De um lado cumprir a obrigação de mandar para a PF, e a outra a análise e busca de constituição desse grupo de trabalho para investigar a origem e o destino desse dinheiro", afirmou.

Na semana passada, o relatório parcial de inspeção realizada pelo CNJ na 13ª Vara Federal em Curitiba apontou que os acordos eram homologados pela vara sem todos os documentos necessários, como a apresentação das circunstâncias da celebração e as discussões ocorridas entre as partes.


No último dia 6 de setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu declarar imprestáveis as provas colhidas no acordo de leniência da Odebrecht e determinou a investigação criminal de procuradores que firmaram o acordo com a empreiteira.

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